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sábado, 13 de junho de 2026

Abu Mazen é confirmado primeiro-ministro palestino

29/04/2003 15h31 – Atualizado em 29/04/2003 15h31

RAMALLAH, Cisjordânia (CNN) — O Conselho Legislativo Palestino, equivalente a um Parlamento, confirmou, nesta terça-feira, a indicação de Mahmoud Abbas, também conhecido como Abu Mazen, para o cargo de primeiro-ministro da Autoridade Palestina.

Abu Mazen e seu gabinete venceram, por 51 votos a favor e 18 contra, a moção de confiança em votação no Conselho. Houve três abstenções.

Antes da votação, em discurso aos legisladores, Abu Mazen afirmou que seu governo apoiará a paz e rejeitará o terrorismo, e exortou Israel a desmantelar seus assentamentos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, e o presidente da legislatura, Ahmed Qorei, abriram a sessão parlamentar com discursos de apoio ao premier.

Com a aprovação do gabinete e a posse de Mazen, os palestinos honram as condições impostas por Washington para a publicação do “mapa do caminho” para a paz, o plano elaborado pelo “Quarteto” – um grupo composto pelos Estados Unidos, Rússia, Nações Unidas e União Européia – e que prevê a criação de um Estado palestino até 2005.

Ao enumerar suas prioridades, Mazen disse que estava comprometido com a formação de um Estado palestino com a capital em Jerusalém, com eleições democráticas, um forte Poder Judiciário, o fim do terrorismo e “a segurança e a proteção da pátria”, além de acabar com o que chamou de “caos armado” entre os palestinos.

“Nós queremos uma paz duradoura com Israel por meio de negociações”, ressaltou. “Rejeitamos o terrorismo perpetrado por qualquer parte e sob todas as suas formas”.

Abu Mazen disse, no entanto, que os palestinos não fariam concessões em questões cruciais, como o fim dos assentamentos judaicos nos territórios ocupados.

“A escolha é sua (de Israel). A paz real, sem assentamentos, ou a continuação da ocupação, da repressão, do ódio e do conflito”, advertiu.

“A fim de que o nosso discurso seja claro, nosso povo palestino não aceitará nada menos do que exercer seu direito à autodeterminação e a estabelecer seu Estado soberano e independente com sua capital em Jerusalém, ou seja, livre de assentamentos nos territórios ocupados em 1967 (na Guerra dos Seis Dias)”, acrescentou.

Abu Mazen afirmou que os palestinos também pressionarão pelo retorno dos refugiados.

Referindo-se ao mapa do caminho para a paz, o premier nomeado reiterou que os palestinos o aceitavam na íntegra e esperam que Israel faça o mesmo, sem insistir em alterações.

Por sua vez, Arafat, em seus discurso, pediu o fim dos assentamentos judaicos e de todos os tipos de ocupação dos territórios palestinos, além de fazer um apelo pela retomada do processo de paz.

“Eu exorto a comunidade internacional a demonstrar mais preocupação com a causa do nosso povo”, acrescentou.

A sessão do Conselho foi aberta por Qorei, que também estendeu seu apoio ao novo governo.

“Nós queremos o mapa do caminho implementado imediatamente”, declarou. “Entramos agora numa nova fase de democracia parlamentar”.

Qorei também leu uma carta de palestinos presos em Israel, que reivindicam a inclusão de uma cláusula na votação do novo Gabinete pedindo sua libertação.

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