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sexta-feira, 12 de junho de 2026

DIÁRIO MS: Ponta Porã vive industrialização

28/04/2003 11h27 – Atualizado em 28/04/2003 11h27

Sem estardalhaço, de forma organizada e com criatividade, o prefeito de Ponta Porã, Vagner Piantoni (PT), vem tornando realidade o projeto de industrialização do município à partir do contingenciamento da economia familiar, gerando centenas de empregos diretos e indiretos na cidade. A arma que ele está utilizando é poderosa: ações de inclusão social das famílias pobres. Através da Secretaria Municipal de Inclusão Social o prefeito impulsiona o processo industrial, que começou com atividades modestas e hoje domina boa parte do mercado fronteiriço. “É um sonho que está se cristalizando, se tornando realidade”, reconhece o secretário de Inclusão Social, professor Marcos Aurélio Fernandes Almada. Inicialmente, a prefeitura se notabilizou pelo apoio à arte e à cultura. Nenhum prefeito fez tanto pelo setor como Piantoni. Mas o homem que saneou as finanças do município e implantou um novo modelo de governo em Ponta Porã, está indo mais longe, gerando emprego e renda através de ações sociais na periferia da cidade. Para isso, implantou o projeto Geração e Renda, um sucesso na solução do desemprego. “Capacitamos mais de 3 mil pessoas em oficinas e unidades de produção”, explica Ádria de Almeida, diretora de Cidadania e Trabalho da Pasta. Os trabalhos são monitorados pessoalmente pela primeira-dama Rosa Franco Piantoni. Na Semana Santa, o programa Páscoa Feliz produziu 30 mil bombons, 20 mil ovos de páscoa e 20 quilos de gotas de menta. Piantoni tem motivos para comemorar. O sistema produtivo social mantém 30 pessoas trabalhando, entre homens e mulheres, jovens e idosos, que estavam desempregados e ganharam a chance de se capacitar e produzir. Fazendo frente à demanda, a prefeitura adquiriu equipamentos e materiais de consumo. “Este é um exemplo de industrialização através da inclusão social”, explica Sônia Gisele Espíndola Silvério, uma das coordenadoras do projeto. “Não se trata apenas de uma fábrica de ovos de páscoa, mas sim uma fábrica de chocolate, que no decorrer do ano estará mantendo estoques destes produtos no mercado”, afirma Piantoni. Para ele, um novo modelo de governo tem de ter também novas ações planejadas, com mais criatividade, para que os mais necessitados possam gerar renda para sua subsistência e de suas famílias. O prefeito aponta que o processo industrial já é uma realidade em Ponta Porã. “A indústria de óleo da Sperafico já está operando e contratando mão-de-obra local”, justifica. Indústrias estão em processo de instalação, outras solicitaram incentivos e algumas empresas estão estudando o mercado interno para definir qual será o padrão de seus investimentos. Para Piantoni, enquanto as grandes indústrias fazem avaliação, o processo está em andamento no mercado interno através da Secretaria de Inclusão Social, com oficinas de fuxico e de flores artificiais, biscuit, confeitaria, culinária, bordado em pedras, fitas e linhas, panetone, bombons, ovos de chocolate, vela em gel e parafina, corte e costura, pintura em tecido, reciclagem de jeans, caixas e embalagens, pátina, ponto em cruz e chinelos de cetim. RENDA GARANTIDA Os resultados são considerados surpreendentes em termos financeiros para as famílias que participam dos projetos, pois elas passam da condição de desempregados para de comerciantes, fazendo inclusive a venda de produtos por encomenda. De imã de geladeira a doce de coco, de bordados a biscuit, cada família chega a faturar até R$ 800,00. “Essa é a meta que buscávamos”, ressalta a primeira-dama Rosa Piantoni. Nas oficinas de culinária e confeitaria, a industrialização ensina a produzir pratos simples e também requintados, doces e salgados. A aceitação é tão grande que toda produção dos programas sociais da prefeitura é absorvida pelo mercado interno, garantindo recursos para cobrir as despesas e manter os participantes ganhando dinheiro para sustentar suas famílias.

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