23/04/2003 08h39 – Atualizado em 23/04/2003 08h39
Cientistas britânicos e tailandeses fizeram uma descoberta que pode levar a um tratamento definitivo para a malária.
Eles dizem ter identificado a proteína que permite que o parasita da malária se proteja contra os remédios existentes atualmente. Com a descoberta, poderão ser produzidos remédios aos quais o parasita não vai poder reagir.
A malária mata mais de um 1 milhão de pessoas por ano e seu impacto mundial é menor apenas do que o da tuberculose e o da Aids.
A doença está presente em 90 países e infecta uma em cada dez pessoas no mundo, principalmente em regiões tropicais. O número de mortos também tem crescido nos últimos 30 anos.
Tipos de malária
Há quatro tipos principais de malária, todos transmitidos por mosquitos. A forma mais perigosa pode atingir os rins e o cérebro, causar anemia, coma e até levar à morte.
A recente descoberta pode ajudar a combater todos os tipos de malária e ainda ser útil na pesquisa de remédios contra outras doenças parasitárias.
Os cientistas da Universidade de Edinburgo e do Insituto Biotec de Bangcoc dizem ser os primeiros a conseguir determinar a estrutura detalhada da proteína DHFR.
É essa proteína que é produzida pelo próprio parasita para se proteger da pirimetamina, droga usada hoje para combater a malária.
“Cientistas já estudaram essa proteína por muito tempo, mas até hoje ninguém conhecia a sua estrutura. É uma grande descoberta”, afirmou o professor Malcolm Walkinshaw, da Universidade de Edinburgo.
Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Nature Structural Biology.





