23/04/2003 17h03 – Atualizado em 23/04/2003 17h03
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) anunciou nesta tarde que vai protocolar ainda hoje ação judicial contra 11 postos de combustível, um deles em Rio Verde de Mato Grosso e os outros em Campo Grande, todos suspeitos de infringir as leis de consumo brasileiras. Os postos, conforme as investigações do Gaeco, enganavam o consumidor, vendendo combustível “batizado”, utilizando bandeira da BR-Distribuidora. A distribuidora é inocentada de qualquer participação no esquema.
As empresas, segundo o coordenador do Gaeco, o procurador Antônio Siufi Neto, são todas de pessoas ligadas ao empresário João Deoni Silva, cuja distribuidora, a Pantaneira, chegou a ser lacrada no início deste ano, e só foi reaberta após uma decisão da Justiça. Os envolvidos vão ser processados por três crimes, contra a ordem econômica, por vender combustível diferente da bandeira divulgada, contra a relação de consumo, por comercializar produto em desacordo com as leis brasileiras e também por formação de quadrilha. Um laudo feito no combustível apreendido na empresa atestou que o combustível não corresponde às especificações legais. Foram apreendidos, em janeiro, 10,6 mil litros de álcool pronto para mistura na gasolina e outros 26 mil litros de gasolina já misturados, ambos em desacordo com o que determina a ANP.
Estão sendo processados o empresário João Deoni, a esposa dele Geise Helena da Silva, o cunhado Jhony Lopes da Silva, além de Ricardo Ramos, Carlos Robson Leal, Jordana Leal, Hélcio Ramos dos Santos, Alvenir Silva Neto, Quênia Pereira dos Santos e Ademilson Carvalho da Silva. Os crimes cometidos dos quais serão acusados podem render até 5 anos de prisão.



