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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Protesto violento contra a guerra marca cúpula da UE

16/04/2003 15h03 – Atualizado em 16/04/2003 15h03

A tropa de choque da polícia grega atirou gás lacrimogêneo e entrou em confronto violento com manifestantes próximos ao local onde ocorre uma cúpula da União Européia (UE) em Atenas.

De acordo com repórteres no local, algumas pessoas jogaram coquetéis molotov e tinta vermelha na polícia depois de se separar de um grande grupo de manifestantes contra a guerra no Iraque.

Os líderes dos países europeus estão na capital grega para assinar um acordo que permite a entrada de mais dez membros na União Européia no ano que vem – hoje a UE tem 15 membros.

O encontro, no entanto, está sendo marcado pelas divisões internas dos países europeus sobre a guerra no Iraque.

Estragos

Os enfrentamentos ocorreram na praça Syntagma, a apenas 300 metros do salão em que os líderes europeus se encontravam.

De acordo com relatos vindos de Atenas, um banco foi incendiado, vitrines foram estilhaçadas e coquetéis molotov lançados contra as embaixadas da Itália e da Grã-Bretanha.

“Há fumaça dos coquetéis molotov e do gás lacrimogêneo pelo ar”, disse o repórter Karolos Grohmann, da agência de notícias Reuters, que presenciou os enfrentamentos.

Dezenas de manifestantes teriam ocupado o escritório da empresa aérea britânica British Airways e colocado no local uma faixa dizendo “Assassinos imperialistas”.

Antes de chegar a Atenas, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, visitou o chanceler alemão, Gerhard Schröder (que se opunha à guerra), para retomar a relação de amizade entre os dois países.

União

A maioria dos líderes europeus está tentando superar as diferenças do pré-guerra e chegar a um acordo sobre o pós-guerra.

Basicamente, eles buscam um acordo sobre o papel da ONU (Organização das Nações Unidas) no país.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, também está participando do encontro e deve se encontrar com líderes de países que fazem parte do Conselho de Segurança.

São eles que devem ter um voto final sobre a possível participação das Nações Unidas.

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