16/04/2003 15h59 – Atualizado em 16/04/2003 15h59
A proposta de 3% sobre o valor da carcaça do animal rastreado, a título de prêmio ao produtor que rastrear o gado, é inviável. A afirmação partiu do presidente do Sindicato da Indústria dos Frigoríficos de Mato Grosso do Sul, Antônio Russo, durante entrevista ao Campo Grande, por telefone, nesta quarta-feira.
“A rastreabilidade é uma lei e não um acordo comercial. Ninguém precisa receber prêmio para cumprir uma lei”, declarou.
A proposta de prêmio de 3% sobre o valor da carcaça do animal rastreado foi defendida pelo presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Laucídio Coelho Neto, durante a apresentação do balanço da Expogrande 2003, na última segunda-feira. “A rastreabilidade custa ao produtor R$ 1,60 por animal. Os frigoríficos estavam pagando R$ 2, que já era um número plausível, mas na Expogrande houve acordo e o preço subiu para R$ 5”, comentou Antônio Russo.
Segundo Laucídio, a rastreabilidade torna-se cara para o produtor diante da necessidade de qualificar peões, adquirir computadores e contratar digitadores.





