16/04/2003 18h59 – Atualizado em 16/04/2003 18h59
Entidades beneficiadas com emendas apresentadas pelo deputado Geraldo Resende, no ano de 2002, na Assembléia Legislativa, vão cobrar do Governo do Estado a liberação dos recursos a que têm direito. A decisão foi tomada em reunião realizada hoje (14) com dirigentes das instituições, quando o assunto foi discutido. Resende entende que o Governo do Estado não tem direito de retaliar as entidades por questões partidárias.
Resende disse que suas emendas vem sendo “podadas” pelo Governo do Estado, com várias alegações protelatórias, entre elas, a falta de recursos. “Essa prática odiosa, longe de me prejudicar, afeta as entidades e os municípios, que aguardam com grande expectativa a liberação dos recursos a serem usados unicamente na melhoria do atendimento a seu público alvo”.
O parlamentar explicou que no ano 2000 destinou emendas para várias entidades e municípios de Mato Grosso do sul, no valor de R$ 400 mil, das quais, até hoje não foi liberada a de R$ 60 mil, destinada à construção de moradias populares em Caarapó. Já no ano passado, após seu retorno à Assembléia depois que deixou a Secretaria de Saúde do Estado, Resende destinou mais R$ 375 mil para outras instituições. A maioria delas, no entanto, não recebeu os recursos previstos, muito embora tenham providenciado toda a documentação exigida.
Esta é a relação das entidades que ainda não receberam os recursos: Apae de Anaurilândia (R$ 20 mil para a aquisição de veículo); Prefeitura de Dourados (R$ 50 mil para a conclusão da creche do Jardim Canaã); Orfanato Ebenézer, de Dourados (R$ 20 mil, para a manutenção do Lar Hilda Maria Correa); Lar Santa Rita de Cássia (R$ 10 mil para a aquisição de material permanente); Novo Horizonte do Sul (R$ 30 mil para a construção do Centro de Convivência do Idoso); Sociedade Pestallozi de Dourados (R$ 10 mil para a conclusão de sala de aula); Casa da Esperança de Dourados (R$ 15 mil para a implantação de tanques de piscicultura); Ação Familiar Cristã (R$ 40 mil para a construção da sede própria); Movimento Nacional da Luta pela Moradia (R$ 74.460,00, destinados à aquisição de material para a construção de 17 casas populares); Fetricon (R$ 25 mil, visando garantia de mão de obra para a construção de 17 casas populares); Rede Feminina de Combate ao Câncer (R$ 20 mil para a aquisição de mobiliário) e Apae de Itaporã (R$ 10 mil para a aquisição de material odontológico de consumo.




