15/04/2003 09h46 – Atualizado em 15/04/2003 09h46
BAGDÁ (CNN) — Fuzileiros navais dos Estados Unidos entraram nesta terça-feira no Hotel Palestine – que serve de base para milhares de correspondentes internacionais em Bagdá –, realizando buscas em dezenas de quartos à procura de “armas não autorizadas” e de pessoas “não amigas dos EUA”, informou uma autoridade militar à CNN.
Houve detenções, mas o total e as nacionalidades das pessoas envolvidas não foram divulgados, de imediato.
“Essa operação foi para verificar pessoas que não são amigas dos Estados Unidos”, disse a fonte. “Nós suspeitamos fortemente, com base em nossas informações, que pode haver pessoas desse tipo no Hotel Palestine”.
Um ataque norte-americano ao hotel, na semana passada, causou a morte de dois jornalistas e feriu três.
O Comando Central da coalizão afirmou que o ataque foi em reação a um “significativo fogo inimigo”, vindo do hotel.
Um tanque do Exército norte-americano disparou contra o décimo quinto andar do prédio, em resposta a tiros supostamente saídos do local.
A produtora da CNN Linda Roth estava em seu quarto, no décimo sétimo andar, quando as buscas desta terça-feira tiveram início.
“Eu ouvi toques na porta”, contou. “Eram soldados norte-americanos… Eles entraram, revistaram tudo e pediram a minha identidade e o meu passaporte”.
“A situação era muito tensa e eles estavam, definitivamente, em busca de alguém”, acrescentou.
Até agora, segundo a fonte militar da CNN, a coalizão não sabe com exatidão quantas pessoas no hotel não são jornalistas nem funcionários, embora acredite que esse número seja pequeno.




