15/04/2003 10h27 – Atualizado em 15/04/2003 10h27
O ex-governador Marcelo Miranda disse nesta manhã que é ridículo o dossiê apresentado contra ele para tentar barrar a indicação para a chefia do DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) em Mato Grosso do Sul. Miranda é indicado pelo PL e tem o aval do governador Zeca do PT para assumir o cargo. A decisão cabe ao ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.
Petistas tem acusado o PMDB de tentar barrar o nome de Miranda para que Luiz Antônio de Carvalho seja mantido no cargo. A versão é contestada.
Sobre a autoria do dossiê entregue no Ministério dos Transportes, em entrevista ao programa Hora Extra, da FM Educativa, Miranda disse que deve ser resultado de ação movida pelo ex-senador Lúdio Coelho e o ex-governador Pedro Pedrossian quando ele deixou o governo do Estado. Ele disse que no caso foi inocentado no TJ/MS (Tribunal de Justiça) e no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Miranda diz que volta de cabeça erguida ao cenário político e culpa Pedrossian pelo atraso salarial no fim de seu governo, que chegou a motivar a invasão da governadoria. O fato teria ocorrido, segundo ele, porque deixou o governo em 15 de março e Pedrossian, que tinha sido eleito e o sucederia, impediu de movimentar contas bancárias do governo desde o início do ano.
Miranda falou que já está conversando com o ministro Anderson Adauto (PL) sobre obras e disse que o atual chefe do DNIT sequer procurou o governador Zeca do PT para discutir prioridades no Estado. Falando como se já estivesse entrosado com os trabalhos do DNIT, Miranda comentou que os transportes hidroviário e rodoviário são prioridades e que as ações deverão ser executadas com projetos definitivos, o que não vinha acontecendo, apontou.





