15/04/2003 11h03 – Atualizado em 15/04/2003 11h03
A simplificação da rastreabilidade bovina (acompanhamento da vida do animal) é questão de prioridade para o setor rural, mas a necessidade de motivar os pecuaristas a cumprirem a determinação do Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina) também é fundamental. A opinião é do presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Laucídio Coelho Neto.
Segundo ele, o ideal seria estabelecer um prêmio de 3% sobre o valor da carcaça, que poderia chegar a R$ 24. “Na Austrália o produtor rural recebe 80 dólares pelo boi rastreado”, destacou Laucídio Coelho Neto. Atualmente, os frigoríficos pagam R$ 2 por animal rastreado ao produtor. “Durante a Expogrande acertamos com os frigoríficos a elevação para R$ 5, mas o valor ainda é insuficiente”, disse.
Na avaliação do dirigente da Acrissul, o produtor precisa de motivação para fazer a rastreabilidade do rebanho. O setor considera que do jeito atual só o frigorífico sai ganhando porque pega o boi rastreado e vende a carne por um valor maior ao mercado europeu.




