14/04/2003 16h17 – Atualizado em 14/04/2003 16h17
Um foco de raiva foi detectado na colônia de morcegos que vive no estádio Morenão, no campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande.
A doença foi confirmada através de análises feitas pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) com o sangue dos animais que vivem no local. O Centro estuda agora uma forma para resolver o problema e evitar que a doença se propague.
Segundo o diretor do CCZ, Francisco de Carvalho, o extermínio dos morcegos não será a solução utilizada. A matança de 30 a 40 mil morcegos que vivem no local, segundo levantamento do CCZ, causaria um desequilíbrio ecológico.
Para que a situação não se agrave ainda mais o CCZ garante que a ação contra o foco de raiva, será realizada no máximo em dez dias.
A doença– A raiva é uma doença incurável causada por um vírus que leva o animal ou a pessoa invariavelmente à morte. Pode ser encontrado na saliva, na urina, nas fezes e órgãos do animal raivoso. Os morcegos são os principais disseminadores da raiva. O morcego que transmite a doença se alimenta de sangue; é hematófago. Na área rural o Desmodus rotundus (morcego hematófago) é o principal transmissor da Raiva dos herbívoros.
O animal que contrai a doença poderá transmiti-la ao homem através de mordidas, principalmente. Na raiva humana o morcego já ocupa o segundo lugar em importância como espécie transmissora, perdendo apenas para os cães que são os principais transmissores da raiva para os seres humanos.




