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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Dólar fecha em baixa de 1,31%, cotado a R$ 3,163

14/04/2003 16h28 – Atualizado em 14/04/2003 16h28

SÃO PAULO – O dólar fechou em queda de 1,31%, cotado a R$ 3,161 na compra e R$ 3,163 na venda. A segunda-feira foi de tranqüilidade no mercado interbancário, que registrou baixo volume de negócios e nenhuma ansiedade. O fluxo cambial positivo e a expectativa de evolução satisfatória das reformas no Congresso favoreceram o clima otimista. Os títulos da dívida externa voltaram a se valorizar, derrubando o risco-país para a mínima de 880 pontos-base, menor pontuação desde 3 de maio de 2002.

  • O panorama não mudou, com captações externas e superávits da balança comercial. A esse cenário se soma a boa imagem do governo perante o investidor estrangeiro, que busca associar rentabilidade e segurança – disse Shiguemi Fujisaki, diretor de câmbio da corretora Socopa.

O fluxo cambial ficou positivo durante todo o dia e, apesar do baixo volume de negócios, não houve falta de liquidez. Com isso, a demanda de importadores e agentes com compromissos externos foi totalmente atendida pelos ingressos de recursos vindos de captações externas e exportações. E a balança comercial foi um dos destaques do dia. Na última semana, as exportações superaram as importações em US$ 461 milhões, passando a acumular um superávit de US$ 4,4 bilhões no ano.

Fujisaki afirma que o volume de negócios é baixo porque importadores e exportadores estão administrando o dia-a-dia de suas operações, sem antecipar operações. Isso porque o mercado está convencido de que não há no horizonte motivo para uma disparada do dólar. No entanto, consideram que dificilmente a moeda se estabilizará no patamar abaixo dos R$ 3,00 no curto prazo, o que seria prejudicial ao comércio exterior.

  • Por mais que o governo negue a possibilidade de intervenção, o mercado percebe que há risco de as importações voltarem a ficar atrativas, da mesma forma que as exportações podem sofrer redução – disse o analista.

O principal motivo de cautela do mercado ainda foi a inflação. A uma semana da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), os investidores estão ávidos por ter mais informações sobre os índices de preços, para traçar suas projeções de juros. Na semana passada, quatro índices de inflação mostraram leve aceleração dos reajustes, o que gerou correções nos negócios na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Nesta segunda, o Depósito Interfinanceiro (DI) de maio, que projeta os juros de abril, fechou em 26,28% ao ano, contra os 26,50% da taxa Selic vigente. O DI de janeiro de 2004, o mais negociado, ficou em 25,71% anuais.

BLACK – O dólar paralelo negociado no Rio de Janeiro fechou em queda de 2,38%, cotado a R$ 3,12 na compra e R$ 3,27 na venda. Em São Paulo, o document.write Chr(39)document.write Chr(39)blackdocument.write Chr(39)document.write Chr(39) subiu 0,30% no fechamento, a R$ 3,22 na compra e R$ 3,30 na venda. O dólar turismo de São Paulo fechou valendo 0,60% menos, a R$ 3,13 e R$ 3,27 na compra e venda, respectivamente.

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