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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Carência marca crianças que vivem em abrigos

11/04/2003 10h01 – Atualizado em 11/04/2003 10h01

Ainda sem saber pronunciar nenhuma palavra, V., de um ano e quatro meses está desde janeiro em uma das 10 Casas Abrigo de Campo Grande. No local vive com mais 14 crianças de até 10 anos, todas vítimas de abandono. Não diferente dos demais companheiros, V. tem como característica a carência, que a faz pedir colo para todos que se aproximam. Doce, meiga e com menos de 2 anos de idade, talvez tenha mais chances de ser adotada. Outro diferencial entre V. e seus amigos, é o fato de não ter irmão no abrigo, como acontece com cinco crianças em que apenas uma tem família interessada. “Gostaríamos mesmo é que elas não se separassem, mas sabemos que é difícil adotar cinco de uma vez, dá até tristeza”, lamenta uma das quatro cuidadoras, Marilena Epifânia.

Outro fato que a comove é a situação de três irmãos, todos com idades entre três e seis anos, que chegaram há uma semana. “Percebemos que a mãe deles era muito carinhosa até por seu comportamento”, explica. O carinho da mãe resistiu por muito tempo, mas ela acabou internada em um hospital e as crianças foram encaminhadas ao juizado.

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