11/04/2003 14h42 – Atualizado em 11/04/2003 14h42
HAVANA — Em cinco anos, no mínimo, os cientistas cubanos poderão produzir uma vacina contra a Aids, assegurou Carlos Duarte, chefe da equipe que busca uma substância capaz de conter a doença.
Duarte disse que o Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia trabalha em dois tipos de remédios contra o mal: uma terapêutica e outra preventiva.
Segundo a agência de notícias cubana Prensa Latina, o especialista falou sobre a pesquisa no II Fórum da América Latina e do Caribe sobre HIV, no qual organizações não governamentais e entidades oficiais da região procuram estratégias para deter a epidemia.
Cerca de 1.300 representantes de mais de 30 países do continente participam do Fórum, que é patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
As pesquisas sobre a Aids em Cuba começaram em 1992.
“A chamada vacina terapêutica atua nas células do organismo já infectado pelo vírus e permite que o sistema imunológico controle a reprodução das células”, explicou Duarte.
A equipe do centro cubano trabalha, fundamentalmente, com uma vacina especificamente para o subtipo C do vírus, que é a cepa mais freqüente na África, a região mais afetada do planeta pela doença.
“Começaríamos testando a vacina em um desses países onde esse vírus seja predominante e, depois, estudaríamos se a proteção pode ampliar a outras subséries”, disse Duarte.
No entanto, as pesquisas ainda estão em fase de laboratório e a vacina preventiva está em uma etapa menos avançada que a terapêutica.
“Ainda ficam muitas perguntas e faltam pelo menos cinco anos de intenso trabalho antes de ter uma vacina pronta para ser utilizada”, declarou.
Portanto, recomendou Duarte, a melhor forma de prevenir continua sendo “uma atitude responsável perante a vida e o sexo seguro”.
(Com informações da Associated Press)






