10/04/2003 16h31 – Atualizado em 10/04/2003 16h31
LONDRES (CNN) — A reconstrução do Iraque dá à Síria a chance de “romper decisivamente” com as políticas do passado, de apoio ao governo do presidente do Iraque Saddam Hussein, incluindo possivelmente a ocultação de armas de destruição em massa ou o abrigo para integrantes do regime, declarou nesta quinta-feira o secretário das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw.
“Nós pedimos ao governo sírio que desista de qualquer ação já tomada, seja dando abrigo a figuras desse regime ou outro tipo de ajuda”, afirmou. “É muito do interesse da Síria, como vizinho do Iraque, cooperar plenamente com a coalizão”.
Os outros vizinhos do Iraque – Turquia, Jordânia e Irã – têm também interesse e uma importante contribuição a dar na reconstrução do país, ressaltou, acrescentando que visitará várias nações do Golfo Pérsico na próxima semana.
Straw acaba de realizar viagens a Berlim, Bruxelas, Paris e Madrid, a fim de discutir a visão da coalizão para o pós-guerra no Iraque.
Apesar de não poder fornecer cronogramas “explícitos” sobre a transição para um governo liderado por iraquianos, o secretário afirmou esperar que esse processo transcorra com relativa rapidez.
Com relação ao papel das Nações Unidas no país, a história julgará se a organização exercerá uma função “vital”, conforme declarou o presidente norte-americano, George W. Bush, disse Straw. Mas a ONU deve se envolver na assistência humanitária e na reconstrução do Iraque.
E a busca por armas de destruição em massa no Iraque continuará, observou.





