08/04/2003 14h29 – Atualizado em 08/04/2003 14h29
BRASÍLIA (CNN) — Um dia depois de o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ter feito um pronunciamento à nação para marcar os primeiros 100 dias de seu governo, o vice José Alencar fez, nesta terça-feira, uma avaliação da situação do país, enfatizando que o desemprego tem provocado, também, um crescimento do subemprego e o achatamento salarial.
“Há quantos anos não há nenhum movimento de reivindicação salarial?” disse Alencar. “Não é porque a economia esteja indo bem. É porque o trabalhador tem medo de perder o emprego; ele acaba transigindo e vai crescendo o subemprego”.
Essa situação, ainda de acordo com o vice-presidente, acaba afetando o mercado interno, já que o consumo diminui.
“Não podemos, de forma alguma, ficar no subconsumo. É triste porque as pessoas consomem apenas o absolutamente essencial”, acrescentou.
Alencar afirmou que o crescimento econômico depende da queda dos juros e lembrou que toda atividade produtiva precisa de juros baixos.
Ainda segundo o vice, o crescimento do país vai ocorrer gradativamente, assim como vem acontecendo com a queda do document.write Chr(39)risco Brasildocument.write Chr(39), que está hoje com menos de 900 pontos.
“Isso é um colosso. O governo domou a inflação e o povo hoje está vendo que nós recuperamos a credibilidade do país, tanto internamente quanto no campo externo”, ressaltou.
Câmbio flutuante
Referindo-se ao câmbio, Alencar reiterou a posição do governo de que esse setor não deve sofrer intervenções.
“O câmbio tem que ser flutuante e retratar a realidade brasileira”, declarou.
José Alencar previu que o superávit comercial brasileiro poderá atingir, neste ano, a casa dos 20 bilhões de dólares, embora a expectativa é de que chegue a 16 bilhões.
“Nós devemos perseguir valores maiores do que as expectativas. As metas dessa natureza devem ser maiores e para alcançar valores acima das expectativas temos que trabalhar mais”, completou.
(Com informações da Agência Brasil)






