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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Movimento em restaurantes do Shopping cai em até 50%

05/04/2003 08h53 – Atualizado em 05/04/2003 08h53

Não foram apenas os lojistas que registraram baixa no movimento. Os restaurantes da Praça da Alimentação do Shopping Campo Grande também vêm amargando com o prejuízo depois que a administração resolveu, há dois meses, cobrar R$ 2,00 pela permanência no estacionamento.

De acordo com gerentes e proprietários dos restaurantes, a queda no movimento caiu de 30% a 50%, principalmente no horário do almoço. A solução para amenizar o prejuízo tem sido as promoções, geralmente às quartas-feiras, pegando carona no Cinemark, que também reduz seus preços nesse dia.

Mesmo assim, o lucro não compensa as perdas do restante da semana. “Nosso movimento caiu 35%, e não podemos mais fazer promoções em mais de um dia”, conta o gerente da Lalai, Edson da Silva. Ele revela que os clientes preferem almoçar nas proximidades do Shopping ao invés de gastar R$ 2,00 a mais. Mesmo inaugurações, como a da Tecelagem Avenida, hoje, não estão atraindo as pessoas, na opinião de Silva.

Já na Bella Parmegiana, a queda foi mais drástica, segundo a assistente de gerência, Roberta Mateus. Ela afirma que o movimento caiu 50% e teme que alguns restaurantes comecem a fechar as portas. “Acredito que nós deveríamos fazer uma baixo-assinado, isso não pode continuar”, enfatiza. O restaurante também optou por promoções nas quartas-feiras, mas Roberta diz que não é suficiente para recuperar os lucros perdidos. Na Saladeria, uma funcionária revela que 40% dos clientes deixaram de ser habituais.

A informação dos responsáveis pelos restaurantes é confirmada pelos clientes. Muitos estavam habituados a ir ao Shopping todo dia e faziam pelo menos duas refeições. É o caso das irmãs Carla e Morgana Fischer Lemes e da mãe delas, Marli.

Desde o início da cobrança do estacionamento, as três reduziram as idas a Praça da Alimentação para, no máximo, duas vezes pro semana. Carla foi mais radical e vai ao Shopping a cada 15 dias. Nem as promoções atraem as irmãs. “Para quem tem criança, não dá pra ir durante a semana, é muito cansativo, você sai do trabalho e quer ir para casa”, afirma Carla.

Já Marli afirma que não sente falta dos passeios ao local, principalmente porque a economia tem agradado seu marido. “Ele adorou cortar esses gastos”, brinca. Mas não deixa de sugerir uma alternativa para o problema. “O estacionamento deveria se cobrado só nos finais de semana, quando o movimento é maior, assim o prejuízo seria amenizado para todos”, acredita.

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