05/04/2003 09h24 – Atualizado em 05/04/2003 09h24
SÃO PAULO – A Secretaria estadual de Saúde informou na noite desta sexta-feira que é provável que a jornalista britânica Sally Blower, internada no Hospital Albert Einstein, tenha pneumonia asiática. Segundo a Secretaria, os médicos chegaram a essa conclusão analisando uma radiografia do pulmão da paciente.
Sobre o outro caso suspeito da doença, o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde e o Hospital São Paulo divergem em relação ao paciente que está internado no hospital com febre alta, tosse seca e falta de ar. O médico Antonio Carlos Campos Pignatari disse nesta sexta que trata-se de um caso de suspeita de pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave.
Para o hospital, o caso é suspeito porque o paciente tem os sintomas descritos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e esteve recentemente na Tailândia, um dos países onde houve a ocorrência da doença, que tem sete casos registrados. O diretor técnico do Centro de Vigilância Epidemiológica, Carlos Magno Fortaleza, afirma que o paciente – um engenheiro japonês de 48 anos, que vive há dois anos no Brasil – está internado na área de isolamento por precaução.
Ele argumenta que a Tailândia já registrou casos de pneumonia atípica, mas não tem notificados casos de transmissão da doença dentro do próprio país. Ou seja, os doentes contraíram o vírus fora do país. Segundo Fortaleza, a OMS orienta a notificação de casos suspeitos apenas nos países com transmissão da doença.
- Ele está internado na área de isolamento porque foi considerado prudente. Os exames poderão detectar pneumonia comum ou até mesmo ele pode ficar com diagnóstico desconhecido – diz Fortaleza.
O quadro clínico da pneumonia atípica, causada por vírus, é semelhante ao da pneumonia comum, normalmente causada por bactéria. Os sintomas são febre acima de 38 graus, falta de ar, dores musculares e tosse seca.
No caso da jornalista Sally Blower, as culturas bacteriológicas já foram realizadas e deram resultado negativo. Os exames do paciente internado no Hospital São Paulo não ficaram prontos ainda. Os exames para detectar a presença de vírus demoram cerca de três semanas para ficarem prontos.






