04/04/2003 07h58 – Atualizado em 04/04/2003 07h58
Helio de Freitas Ao discursar ontem na escola estadual Ernesto Rodrigues, em Aparecida do Taboado, região do Bolsão, o governador Zeca do PT considerou “radicalismo” os protestos de professores por reajuste salarial. Ele condenou as manifestações realizadas em frente à escola e em Cassilândia, cidade que visitou antes de seguir para Aparecida. Pequenos grupos de professores carregavam faixas cobrando reposição salarial. “O papel do governo é dialogar e o do professor é reivindicar, mas sem radiscalismo”, afirmou. O governador disse que a prioridade nos quatro anos de seu governo será a melhoria salarial da educação (incluindo professores e funcionários administrativos) e dos policiais. “Mas para isso é preciso o fim do radicalismo”, declarou. Segundo o governador, os secretários de Governo, Paulo Duarte, de Gestão de Pessoal, Ronaldo Franco, e de Educação, Hélio de Lima, estão negociando a política salarial com a Fetems (Federação dos Trabalhadores na Educação). A categoria marcou para o dia 13 deste mês assembléia para voltar a proposta de greve. Segundo Zeca do PT, o governo do Estado precisa receber a verba de R$ 128 milhões da União (dívida do governo federal com o Estado por serviços realizados em estradas federais) para discutir uma política salarial definitiva com os professores. A meta, segundo o governador, é incluir esse plano de reajuste no Orçamento do Estado. ELOGIOS Na região, dominada por apadrinhados de seus adversários políticos, Zeca foi bem recebido pelas lideranças locais. O prefeito de Cassilândia, Jair Boni Cogo (PSDB), idéias opostas da guerra no Iraque para enaltecer a política social implementada pelo governador na área habitacional. “Enquanto George W. Bush (presidente dos Estados Unidos) joga bombas, o governador entrega casas”, afirmou. Em Aparecida do Taboado, o prefeito Vilson Bernardes de Melo (PFL), elogiou Zeca afirmando que ele é o único governador que de fato visita o interior do Estado. Nove dos onze vereadores do município, incluindo peemedebistas, pefelistas e socialistas, acompanharam o prefeito na recepção a Zeca. De acordo com a o site da APN (Agência Popular de Notícias), órgão oficial do governo estadual, em Cassilândia, o governador disse que o Estado não tem condições de aumentar os salários dos servidores este ano. Segundo o governador, a concessão de reajuste obrigaria o governo a tirar recursos dos programas sociais. “Pergunte para uma mãe do Bolsa-escola ou do Segurança Alimentar se ela e sua família querem ficar sem comer?”, questionou, ao avaliar que aumentar salários agora significa prejudicar investimentos sociais. Zeca se mostrou confiante no repasse dos recursos da União. Ele acredita que o presidente Luiz Inácio da Silva deve assinar na semana que vem a Medida Provisória liberando o dinheiro.






