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sábado, 13 de junho de 2026

Equipe da OMS investiga origem da misteriosa pneumonia

04/04/2003 15h22 – Atualizado em 04/04/2003 15h22

HONG KONG — A Organização Mundial da Saúde (OMS) iniciou o que definiu como “uma longa investigação” para descobrir a origem da misteriosa pneumonia, que surgiu no sul da China e já se espalhou por outros países, infectando, até agora, 2.400 pessoas e matando 80.

“Vai ser complicado e podemos estar envolvidos em um projeto de longo prazo”, disse Chris Powell, porta-voz dos quatro especialistas da OMS que chegaram, na quinta-feira, à região de Cantão, onde os primeiros sinais da síndrome foram registrados, em novembro passado.

A equipe, dirigida pela epidemiologista norte-americana Robert Breiman, encontrou-se com autoridades sanitárias da província de Cantão e aproveitará sua experiência para estabelecer os pontos principais de sua investigação sobre o misterioso vírus.

A pneumonia atípica já causou 47 mortes na China, 17 em Hong Kong, sete no Canadá e outras em Cingapura, Vietnã e Tailândia.

Mas, a OMS informou que o primeiro homem diagnosticado com a misteriosa doença não contagiou sua família, em uma descoberta que confunde os especialistas.

Os Estados Unidos, por sua vez, autorizaram que todos os funcionários de suas dependências diplomáticas que não ocupem cargos de responsabilidade deixem a China com suas famílias.

O vice-secretário de Estado norte-americano, Richard Armitage, confirmou o início do programa de financiamento para a repatriação de pessoal de Hong Kong e de outras quatro missões do país na China, onde só permaneceram os diplomatas necessários.

“Estamos inquietos com os efeitos da síndrome respiratória aguda severa (SARS) e tomamos essas medidas por precaução”, explicou Armitage, que pensa em adotar medidas similares em outros países afetados.

Cancelamentos

Na Ásia, onde a maioria dos casos foi registrada, a epidemia continua provocando cancelamento de vôos e adiando atividades econômicas e culturais.

A Malaysia Airlines, a Korean Air e a Asian Airlines decidiram cancelar vôos na região, e Taiwan passou a ajudar financeiramente suas companhias aéreas, reduzindo custos de uso dos aeroportos.

O Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que deveria acontecer na próxima semana, em Pattaya, na Tailândia, reunindo 21 países, foi cancelado.

Já nas Filipinas, uma turnê do Grande Circo Nacional da China foi adiada e, na Malásia, uma conferência de jornalismo foi suspensa.

A epidemia ameaça também atingir as agências de turismo, afetando principalmente as especializadas em viagens para a Ásia.

Nos Estados Unidos, esse setor já registrou uma queda de vendas entre 80 e 90 por cento.

“As pessoas estão aterrorizadas com a doença e centenas de turistas cancelaram suas reservas”, declarou Le Luu, chefe do Westminster Ticket Center, com sede em Los Angeles.

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