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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Gás douradense entre os mais caros

03/04/2003 07h54 – Atualizado em 03/04/2003 07h54

Da Redação Dourados aparece em pesquisa nacional como uma das cidades do Brasil onde o gás de cozinha custa mais caro. O botijão de 13 quilos é vendido em média a R$ 38. Essa pesquisa foi feita pela Secretaria de Direito Econômico, órgão do Ministério da Fazenda. Além de Dourados, Boa Vista (RR), Rio Branco (AC), Sinop (MT), Várzea Grande (MT) e Cuiabá (MT) tem preços altos. Em todo o centro-oeste e também na região norte, os preços médios encontrados foram superiores a R$ 30. O governo quer intensificar a fiscalização nas distribuidoras de GLP (gás de cozinha), sobre as quais recaem suspeitas de práticas abusivas de preços. Com esse objetivo, a secretaria vai coletar dados e informações de empresas de todo país para que processos possam ser instaurados para apuração das irregularidades. A mais recente ação foi abrir processo de investigação contra cinco revendedoras de gás de São Sebastião, cidade satélite do Distrito Federal, por suposta formação de cartel. Na semana passada, a SDE já tinha aberto processo administrativo para apurar práticas desleais de concorrência em Paranavaí (PR). O governo está interessado, não só em punir a formação de cartéis no setor, como também em inibir margens de lucro abusivas na comercialização do gás de cozinha. Pesquisa feita pela ANP (Agência Nacional de Petróleo), no mês de fevereiro, revela que o preço médio de revenda, no Brasil, ficou em R$ 28,93 contra os R$ 29,35 do mês de janeiro, o que representa uma queda nos preços médios de 1,4% no país. Mesmo assim, os distribuidores vendiam o produto com margem de lucor de 30%. Em Indaiatuba (SP), a ANP constatou um baixo nível de dispersão dos preços, o que pode ser um indício de formação de cartel (combinação de preços). Entre as semanas de 2 a 8 de fevereiro e de 23 de fevereiro a 1º de março, os preços praticados pelos postos de revenda do gás de cozinha variaram sempre entre R$ 31 e R$ 32,2 e a margem média de comercialização ficou superior a R$ 7,50. A análise sobre o mercado de GLP em Indaiatuba, feita pela ANP, já foi encaminhada à SDE e ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para que sejam tomadas as providências necessárias.

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