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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Pesquisa apontou histórico do tráfico de mulheres

03/04/2003 09h30 – Atualizado em 03/04/2003 09h30

A pesquisa que o IBISS (Instituto Brasileiro de Inovações Pró-Sociedade Saudável) apresentará em Havana (Cuba) não apresenta quantidade, mas um histórico do tráfico de mulheres para a exploração sexual. Feita a pedido do Ministério da Justiça, a pesquisa abordou o tráfico internacional e local em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A pesquisa apontou mais casos de tráfico internacional em Goiás, nas cidades de Anápolis e Goiânia, mas segundo a coordenadora da pesquisa, a assistente social Estela Scândola, não significa que lá ocorra aliciamento maior, o que acontece é que a rede oficial (polícia, promotoria, entre outros órgãos) identificou maior quantidade de casos. Estela cita que no interior de Mato Grosso foi identificada uma rota com tráfico intenso.

Em Mato Grosso do Sul o aliciamento é cruzado, ou seja, garotas são levadas da cidade onde moram para outras para a prostituição. No estado a exploração sexual está ligada ao turismo de pesca, no interior, e ao turismo de negócios, em Campo Grande. Estela chega a citar um evento importante que ocorreu em Campo Grande em que uma boate distribuiu propaganda nas ruas convidando os participantes a freqüentarem o local nos intervalos das discussões.

Ela citou ainda outras nuances da exploração sexual: casos de meninas paraguaias virgens que eram leiloadas em que chegou a haver prisão mas não foi possível o Poder Judiciário configurar o tráfico de mulheres. Neste caso, o IBISS chegou a checar a localizar o aliciador no Paraguai mas descobriu que a prostituição era vista como uma saída para evitar a extrema pobreza.

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