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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Guerra foi último recurso, dizem embaixadores de EUA e Grã-Bretanha no Brasil

03/04/2003 14h06 – Atualizado em 03/04/2003 14h06

BRASÍLIA — Os embaixadores dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha no Brasil declararam nesta quinta-feira, em uma reunião com os membros da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado brasileiro, que o uso da força militar contra o Iraque foi o último recurso da coalizão, depois de Saddam Hussein ter “rejeitado” a chance dada pela comunidade internacional para se desarmar pacificamente.

Os EUA, segundo a embaixadora norte-americana Donna Hrinak, trabalharam arduamente com a comunidade internacional na observação da resolução 1.441 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, dando ao presidente iraquiano, Saddam Hussein, uma última chance.

Hrinak acrescentou que o texto da resolução alertava sobre graves conseqüências caso esse desarmamento não fosse feito.

“O regime iraquiano rejeitou essa chance, forçando a coalizão a concluir que a força era necessária para desarmá-lo. Durante 12 anos tentamos a diplomacia e por várias vezes apelamos para as Nações Unidas”, disse ainda a diplomata. “Não podemos ignorar também que, em todos esses anos, os inspetores da ONU chegavam ao Iraque e eram expulsos”.

“Saddam não se alterou e até aumentou o seu arsenal de armas de destruição em massa”, completou.

Já o embaixador britânico, Roger Bone, disse que “não há decisão mais difícil para uma nação democrática e pacífica do que enviar as suas tropas ao campo de batalha”.

Ainda segundo o diplomata, uma decisão assim somente é tomada como último recurso.

Ele observou que há 12 anos a comunidade internacional vem trabalhando em conjunto para tentar desarmar o Iraque, em resposta à invasão do Kuwait pelas tropas iraquianas.

“Não pretendo falar sobre cada detalhe dos esforços da comunidade internacional para eliminar as armas de destruição em massa do Iraque ao longo desses anos, mas se trata de um histórico de constante obstrução, engano e não cumprimento de suas obrigações, em desrespeito às 17 resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidos (ONU)”, enfatizou.

(Com informações da Agência Brasil)

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