03/04/2003 16h15 – Atualizado em 03/04/2003 16h15
O deputado federal Geraldo Resende (PPS) usou a tribuna da Câmara essa semana para manifestar seu apoio à luta do magistério em Mato Grosso do Sul, que deste o final do fevereiro encontra-se em estado de greve. Ele disse que o movimento da categoria é justo e o grau de adesão demonstra a união da classe.
Lembrando que a categoria exige aumento salarial de 35% para os professores e de 49% para os servidores administrativos, Geraldo Resende questiona: “O que tem apontado o governo do Estado como solução para o impasse? Nada, absolutamente nada. Com empáfia, pretende jogar a discussão para o ano que vem. Alega que está em seu limite orçamentário e financeiro, sendo impossível qualquer reposição. É assim que abre qualquer negociação, se é que assim podemos chamar essa postura autoritária”.
O parlamentar sul-matogrossense disse, da tribuna da Câmara, que em Mato Grosso do Sul um professor do ensino fundamental da rede estadual, recebe o salário de R$ 306,00 por 20 horas semanais, chegando a R$ 475,00 para os profissionais com licenciatura.
A questão, porém, não é apenas salarial, diz o deputado. “A ferida aberta na política de educação em Mato Grosso do Sul, expõe à sociedade um descaso criminoso para com nossos jovens, em que se somam problemas nas redes hidráulica e elétrica das escolas estaduais, a persistente falta de carteiras, a inexplicável falta de material pedagógico, enfim, todo um universo de problemas facilmente solucionáveis e que simplesmente não eram observados em anos anteriores”.
O deputado citou que é notório o aumento da arrecadação de Mato Grosso do Sul nos últimos quatro anos, como propala o Governo do Estado. “O repasse constitucional de 25% para a educação segue a proporção do aumento da arrecadação. Segundo os gestores financeiros, 68% do repasse para a educação são destinados aos salários, os quais há três anos não sofrem reajustes”, cita o parlamentar, para questionar, em seguida, o destino desses recursos, “considerando que faltam carteiras e material pedagógico, a estrutura física está precária e os salários estão defasados.”
Resende ainda cobrou informações acerca do atraso do ano letivo, irregularidades no repasse dos recursos do transporte escolar e a deficiência na estrutura física das escolas estaduais, solicitadas ao Secretario de Estado de Educação que não compareceu em reunião pré-agendada com o magistério.





