01/04/2003 14h16 – Atualizado em 01/04/2003 14h16
As pessoas que sobrevivem do lixo em Campo Grande e atuam na coleta no lixão, na saída para Sidrolândia, deverão receber entre R$ 120 e R$ 400 como cooperados da usina que será implantada no local. “Os trabalhadores não podem ganhar menos do que conseguem hoje, sem as mínimas condições higiênicas. Isso aqui não é justo nem digno”, afirmou o secretário de Governo, Carlos Henrique Santos Pereira, durante visita ao local esta manhã, juntamente com técnicos italianos.
Pereira explicou a alguns trabalhadores, preocupados com a instalação da usina, como será o trabalho em sistema de cooperativa. “Estamos avaliando a possibilidade de remuneração por produtividade, tendo em vista que as pessoas têm ganhos variados, mas o salário médio deve ficar em R$ 350, R$ 400. Com a cooperativa, as pessoas poderão trabalhar em condições adequadas de segurança e higiene”, explicou.
De acordo com a Prefeitura, 248 pessoas coletam lixo no local. “Obviamente, temos mais catadores. Mas é preciso levar em conta a rotatividade, pois os trabalhadores não vêm nos mesmos dias e horários, e o número de pessoas que realmente têm a atividade como única fonte de renda e vivem em Campo Grande”, concluiu o secretário. A licitação nacional para a construção da usina deve ser concluída até junho deste ano. A previsão é que as obras tenham início em janeiro de 2004 e sejam concluídas em 2006.
Usina de lixo pode ajudar em reduzir taxa de iluminação:
A taxa de iluminação pode ser reduzida após a implantação da usina de energia gerada a partir do processamento de lixo, em Campo Grande. A informação é do secretário de governo da Prefeitura da Capital, Carlos Henrique Santos Pereira, que concedeu hoje entrevista ao programa Noticidade, na rádio FM Capital.
Segundo o secretário, a usina terá capacidade para gerar 8,4 megawatts de energia, o suficiente para abastecer os postes públicos e as sedes do poder público municipal. Também serão abastecidas os centros de educação infantil, como Cemas e Ceinfs. Em 10 anos, a energia gerada passa a 12 megawatts e, em 20 anos, passa para 15 megawatts.
O prazo para acabar com o problema do lixo em Campo Grande é de 36 meses, segundo o secretário. Ele afirma que não vai mais haver aterro sanitário na cidade e o lixo gerado vai ser separado para retirar os materiais de valor comercial, como garrafas pet, latas e cartões. O lixo orgânico será transformado em adubo e, o restante, cerca de 55%, será destruído termicamente. Com processos de filtragem esse material vai gerar a energia e a cinza restante, pode ser transformada em asfalto.




