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sexta-feira, 12 de junho de 2026

EUA planejam a batalha de Bagdá

01/04/2003 14h52 – Atualizado em 01/04/2003 14h52

SUL DO IRAQUE (CNN) — As tropas da coalizão anglo-americana que estão espalhadas pelo Iraque começaram a receber um plano de batalha sugerindo que a atenção dos combates por terra se voltará, em breve, para Bagdá, revelaram autoridades militares dos Estados Unidos nesta terça-feira.

Segundo o Pentágono, o general Tommy Franks, chefe do Comando Central dos Estados Unidos, baseado no Catar, recebeu o sinal verde para comandar o avanço à capital iraquiana tão logo perceba que o momento é apropriado.

Franks não terá que consultar o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e tampouco o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, sobre o ataque a Bagdá, disseram autoridades do Pentágono à correspondente da CNN Bárbara Starr, em Washington.

As fontes do Pentágono deixaram claro que Franks não terá que cumprir prazos; o general, sim, vai tirar proveito da “vantagem tática” na hora certa.

O correspondente da CNN Walter Rodgers, que acompanha o Terceiro Esquadrão da Sétima Cavalaria do Exército norte-americano, observou que, aparentemente, um número crescente de soldados será “liberado” para se dedicar ao cerco a Bagdá “nos próximos dias e semanas”.

Forças da coalizão que vêm travando combates sangrentos ao redor – e dentro – de cidades do sul do Iraque, tais como Najaf, Basra e Nasiriya, receberão o reforço de tropas que terão Bagdá como destino, acrescentou Rodgers.

Assim segundo o jornalista, o cerco da capital será a “fase final” da guerra.

Por outro lado, Terry McCarthy, repórter da revista Time, comentou, também nesta terça-feira, que, enquanto os dirigentes da coalizão insistem que a guerra vai indo bem, “está claro que muitas unidades reduziram o ritmo”.

McCarthy, que acompanha a movimentação militar perto de Bagdá, disse que alguns batalhões dos aliados aguardam a chegada de mais suprimentos e do reforço de tropas.

Enquanto o reforço não vem, a coalizão continua a usar bombardeios aéreos para tentar abrir caminho para as forças em terra.

Autoridades do Pentágono disseram à CNN que metade dos ataques diários está alvejando a Guarda Republicana, as principais tropas de elite de Saddam Hussein e que têm como missão proteger Bagdá.

As fontes acrescentaram que cerca de 50 por cento da “eficiência de combate” das Divisões Medina e Bagdá foram dizimadas pelos bombardeios aéreos e pela ação terrestre.

Como conseqüência, as forças do presidente iraquiano estariam buscando um novo posicionamento no campo de batalha, deslocando-se de áreas do norte para o sul da capital, a fim de melhorar os postos defensivos.

“Sob nossos próprios termos e dentro de nosso próprio tempo, continuaremos o ataque para derrotar as forças no campo de batalha”, declarou Tom Bright, chefe dos Fuzileiros Navais na base do Comando Central.

“Nossa batalha agora é para reduzir as forças de primeira classe de Saddam”, concluiu.

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