01/04/2003 16h25 – Atualizado em 01/04/2003 16h25
O confinamento dos índios não está resumindo às aldeias tradicionais em Mato Grosso do Sul e o exemplo claro disso está na própria Capital. A aldeia urbana de Campo Grande, Marçal de Souza, tem hoje 52 famílias dividindo casas de apenas duas três peças com outras famílias: um quarto, cozinha e banheiro. Segundo o cacique da aldeia, Calixto Francelino, hoje são 135 casas no local para 187 famílias, por isso estão sendo pleiteadas, junto da Prefeitura mais 100 unidades habitacionais.
Ele explica que com o aumento do desemprego muitos índios, que antes trabalhavam em fazendas e vieram à cidade em busca de uma nova oportunidade acabaram buscando abrigo junto de seus familiares. Foi o que aconteceu com a família do terena Alcides de Souza, 52 anos.
Ele conta que o irmão trabalhava em uma Fazenda, em Bandeirante, e como foi demitido acabou vindo para Campo Grande, com a esposa e o filho, onde divide a pequena casa com a mãe, com ele e com uma sobrinha. São seis pessoas que improvisam divisórias na tentativa de assegurar o mínimo de privacidade em uma casa com apenas um quarto. “Estamos vivendo nessa situação há dois anos”, conta.





