31/03/2003 10h57 – Atualizado em 31/03/2003 10h57
Do Correspondente Campo Grande Ogovernador Zeca do PT propôs ao deputado federal Geraldo Resende (PPS) sua participação nas articulações do governo em defesa de projetos de interesse de Mato Grosso do Sul. “A causa é maior que nossas diferenças políticas”, disse Zeca, depois de abraçar o parlamentar, durante a visita do presidente Lula ao assentamento Itamarati, sexta-feira passada. Após vários conflitos entre o PPS e o PT, criou-se com a visita do presidente condições e clima para entendimento futuro. Por enquanto é uma “reconciliação em torno de programas e projetos para o Estado”, declarou o deputado. Geraldo tem dito em várias oportunidades que o importante é trabalhar pelos projetos que possam melhorar as condições da população de Mato Grosso do Sul. Na sexta-feira, ele disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer construir uma boa relação com a bancada sul-mato-grossense no Congresso. Segundo Resende, o interesse do presidente foi demonstrado durante a viagem e foi sinalizada com o convite feito a todos os integrantes da bancada sul-mato-grossense, independente do partido dos deputados e senadores. O parlamentar espera que a após a visita e dos contatos feitos por Lula e pelos ministros, Mato Grosso do Sul seja beneficiado com uma série de programas e investimentos federais. Atenção Para ele, o presidente Lula tem condições de realizar um grande governo, se continuar buscando o apoio do Congresso Nacional e der a devida atenção às reivindicações dos Estados e municípios brasileiros. “As dificuldades são muito grandes, mas podem ser superadas em médio prazo, com boa vontade e determinação”, salienta. O parlamentar, que faz parte da base de sustentação do governo na Câmara Federal, disse que tem notado em seus colegas uma grande vontade de colaborar com o governo, com sugestões, cobranças e até mesmo com críticas. “O presidente Lula é um democrata e por isso ele sabe o momento de falar e de ouvir”, disse Geraldo. Crise Resende e parte do PPS em Mato Grosso do Sul se afastaram de Zeca do PT na campanha do ano passado. No primeiro turno o PPS se coligou com o PDT e lançou Luiza Ribeiro como candidata a vice de Moacir Kohl. Denúncias feitas pelo então vice-governador, contra Zeca, levaram Luiza Ribeiro e Kohl a romperem de vez com o PT. No segundo turno a briga política se intensificou. Kohl, Luiza Ribeiro e Geraldo Resende apoiaram a candidata do PSDB, Marisa Serrano. Em Dourados, Geraldo Resende chegou a subir no palanque de Marisa para pedir votos para a candidata tucana. O rompimento do parlamentar com os petistas se consolidou em Dourados após crises internas da administração. Resende chegou a defender a renúncia coletiva do secretariado do prefeito Laerte Tetila (PT) e por várias vezes questionou seu partido sobre uma posição mais contundente em relação à administração. Após assumir o mandato de deputado federal, Resende disse que embora seu partido esteja apoiando o governo Lula, em MS ele continuaria na oposição. O abraço de Zeca do PT pode ter começado a mudar essa posição.





