31/03/2003 15h57 – Atualizado em 31/03/2003 15h57
A Prefeitura Municipal de Campo Grande vai abrir em junho o processo licitatório para a contratação de empresa para explorar o potencial energético do lixo coletado na cidade.
Um grupo de técnicos especializados em coleta e tratamento de lixo da cidade italiana de Torino se reuniu esta manhã com o prefeito André Puccinelli e o secretário municipal de Governo, Carlos Henrique dos Santos Pereira para iniciar a discussão sobre o potencial energético do lixo.
A Prefeitura quer implantar uma usina para produção de energia elétrica a partir da queima do lixo produzido na Capital.
De acordo com Puccinelli os estudos já realizados pela prefeitura indicam a possibilidade de se instalar uma usina com potência geradora de 8 a 14 megawatts)através da incineração de metade das 500 toneladas de lixo coletadas diariamente em Campo Grande.
O prefeito afirmou a geração de energia através da queima do lixo pode possibilitar redução de até 10% das despesas do município com o consumo de eletricidade da iluminação pública e dos prédios próprios. Considerando que o gasto atual com energia é da ordem de R$ 800 a R$ 1 milhão por mês a economia mensal poderia chegar a R$ 100 mil.
O secretário de Governo, Carlos Henrique dos Santos Pereira, adiantou que além do grupo italiano AMIAT, mais quatro empresas internacionais já demonstraram interesse em participar do processo licitatório.
Puccinelli acredita que, após concluída a licitação, a construção da usina deve consumir prazo de 20 a 22 meses. O custo da usina pode variar de R$ 182 milhões a R$ 273 milhões.
De acordo com Santo Pereira, o material reciclável, como o plástico e o alumínio, continuará a ser aproveitado pelos catadores que hoje atuam no aterro sanitário.
Uma campanha educativa será realizada para conscientizar a população da necessidade de fazer a separação do lixo antes da coleta, visando separar o lixo úmido (orgânico) do lixo seco, que tem maior poder calorífero.





