28/03/2003 08h24 – Atualizado em 28/03/2003 08h24
RIO – O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) ficou em 1,53% em março, a menor variação desde maio de 2002. Em fevereiro, o índice havia sido de 2,28%. O IPA (Índice de Preços no Atacado) ficou em 1,72%, contra uma variação de 2,64% no mês anterior. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou uma taxa de 1,10%, contra uma variação em fevereiro de 1,62%. O Índice Nacional da Construção Civil (INCC) chegou a 1,38% em março. No mês anterior, o índice havia sido de 1,60%. Segundo a FGV, o IGP-M teve uma redução expressiva, mas a desaceleração da inflação já ocorre em ritmo menor.
No ano, o IGP-M acumula uma taxa de 6,27%. Nos últimos 12 meses a variação já é de 32,48%.
Segundo a FGV, a inflação medida pelo IGP-M mostrou desaceleração em março por causa da estabilização do câmbio e a entrada do período de safra, afirmou o coordenador de análises econômicas da FGV, Salomão Quadros.
Quadros afirmou que e queda do IGP-M em março só não foi maior por causa do comportamento dos preços dos itens que integram o grupo Alimentação. Problemas climáticos em parte do país fizeram com que legumes e hortaliças, por exemplo, subissem 9,44%. A alimentação registrou alta de 1,93% este mês, contra 2% em fevereiro. No entanto, Quadros alerta que a queda da inflação mostra sinais de resistência. Isso pode ser constatado quando o IGP-M (1,53%) é comparado com o IGP-10 (1,58%), calculado com a mesma metodologia e cujo resultado saiu há 10 dias.
- De um mês para cá houve um movimento forte de desaceleração, mas isso já não é observado quando fazemos a comparação com dados mais recentes – disse Quadros.
O grupo Produtos Industriais, que passou de 3,27% em fevereiro para 2,20% em março, e é responsável por quase a metade do IGP-M, mostra esse movimento de forma clara:
- Comparando-se os IGP-M de fevereiro e março, 15 dos 18 itens pesquisados mostraram desaceleração. Já na comparação do IGP-M de março com o IGP-10, apenas 7 itens desaceleraram enquanto 10 aceleraram e 1 ficou estável.
Segundo ele, isso não significa que o índice vá subir no mês que vem, apenas que a queda está sendo mais lenta.
Quadros, acredita que o próximo IGP-M continuará no patamar entre 1,50% e 1,60%, podendo ser menor dependendo dos preços dos alimentos.
- Mas acho muito difícil haver uma queda acentuada, com índice abaixo de 1%.




