28/03/2003 15h13 – Atualizado em 28/03/2003 15h13
KUWAIT – Emissoras de TV árabes disseram que mais de 50 iraquianos morreram na noite desta sexta-feira (horário local), na explosão de um mercado de Bagdá que teria sido atingido durante um ataque aéreo das forças da coalizão militar liderada pelos EUA. A área que teria sido bombardeada é residencial. O Pentágono não fez comentários ainda sobre a realização de bombardeios naquela área.
O correspondente da Al-Jazeera, emissora do Qatar, disse que 51 iraquianos morreram e 49 ficaram feridos no mercado, no bairro de Shula.
- Um oficial iraquiano nos disse que a buscas por pessoas presas nos escombros continuam – disse o correspondente, que mostrou imagens de corpos, inclusive os de duas crianças.
A emissora Al-Arabiya, de Dubai, relatou 52 mortes e mostrou imagens de feridos em hospitais. A emissora Abu Dhabi, dos Emirados Árabes, afirmou que mísseis de cruzeiro americanos atingiram o mercado e mostrou um buraco gigantesco em uma rua e carros danificaos.
Uma iraquiana mostrada na Al-Jazeera batia no próprio rosto repetidamente ao olhar através de uma janela um jovem ferido em um leito de hospital. Ao lado de uma ambulância, um grupo de homens gritava “Não há Deus se não Alá”.
Na quarta-feira, 15 iraquianos morreram quando dois mísseis atingiram um outro mercado na capital. Estados Unidos e Iraque trocaram acusações sobre a autoria do massacre.
As notícias do bombardeio do mercado de Shula nesta sexta-feira começaram a chegar depois de uma nova onda de fortes explosões em Bagdá.
A correspondente da Reuters Nadim Ladki disse que a série de estrondos sacudiu a cidade no início da noite, depois dos mais intensos bombardeios à luz do dia deste o início da guerra, há nove dias.
Mais cedo na sexta-feira, dia sagrado para os muçulmanos, moradores de Bagdá disseram que oito pessoas morreram em um ataque a um escritório do partido Baath, de Saddam Hussein.




