27/03/2003 09h00 – Atualizado em 27/03/2003 09h00
BAGDÁ – A prioridade das forças lideradas pelos EUA que abriram uma nova frente de combate no norte do Iraque é “escorar” linhas de soldados da minoria étnica curda e não lançar um ataque contra Bagdá vindo do norte, afirmou nesta quinta-feira uma fonte da Defesa britânica. O militar, que pediu anonimato, falou menos de 24 horas depois de pára-quedistas americanos terem sido lançados nas montanhas do Iraque controladas pelos curdos – aliados dos EUA e inimigos mortais de Saddam Hussein. Os soldados curdos foram vistos ajudando os americanos.
- O foco é montar uma frente decente que não seja penetrada – disse a fonte. – Duvido que os americanos comecem a se mover rumo a Bagdá. As coisas mudam, mas o principal é garantir que a região seja estabilizada.
A operação foi um dos maiores lançamentos de pára-quedistas desde a Segunda Guerra Mundial. Mais de mil integrantes da 173ª Brigada Aerotransportada foram lançados em território curdo no norte do país na noite de quarta-feira. De acordo com o jornal americano “New York Times”, a intenção dos pára-quedistas é também barantir um aeroporto, para que aviões de carga consigam entregar tanques americanos e veículos de combate Bradley, abrindo a amplamente esperada frente norte contra Saddam.
A ausência de uma frente setentrional de batalha – complicada pela recusa da Turquia em aceitar tropas aliadas em seu território – deu a Hussein a chance de concentrar suas forças no sul, onde as milícias irregulares e o grupo chamado Mártires de Saddam vêm apresentando enorme resistência aos soldados aliados.
A resistência continuou nesta quinta-feira. As forças de elite da Guarda Republicana do Iraque se movem do sul de Bagdá na noite de quarta-feira, preparando-se para um confronto com forças aliadas que se aproximam da capital.




