27/03/2003 14h22 – Atualizado em 27/03/2003 14h22
BAGDAD — Fortes explosões sacudiram nesta quinta-feira o centro e a periferia de Bagdad, enquanto se completava a primeira semana do início da campanha militar liderada pelos Estados Unidos para derrubar o regime do presidente do Iraque, Saddam Hussein.
Inicialmente, houve três grandes ondas de explosões. Aviões da coalizão que sobrevoavam a cidade atraíram fogo antiaéreo, informou um correspondente da agência de notícias Reuters na capital iraquiana.
Pouco depois, outra série de explosões sacudiu o centro da cidade. Emissoras de televisão árabes informaram que bombas caíram perto do Ministério da Informação.
Os veículos de comunicação estatais aparentemente não foram atingidos; autoridades iraquianas concederam uma entrevista coletiva no prédio do ministério, com transmissão pela televisão, logo após a rodada de bombardeios.
Moradores da capital disseram que muitos dos bombardeios mais recentes se concentraram em áreas do sul e do leste da capital, onde estariam unidades da Guarda Republicana.
Na quarta-feira, 15 civis morreram no bairro residencial de Shaab, no norte de Bagdad.
As autoridades iraquianas e testemunhas atribuíram as explosões que causaram as vítimas a um bombardeio de mísseis norte-americanos.
Os Estados Unidos, no entanto, rejeitaram as acusações e anunciaram que a responsabilidade pelo incidente ainda estava sendo investigada.
Passada uma semana de bombardeios, o ministro da Saúde iraquiano, Umid Midhat Mubarak, disse que pelo menos 350 civis foram mortos nos ataque.
“Homens e mulheres estão sendo atacados, da mesma forma como os soldados”, acusou. “A maioria destes mártires é de crianças, mulheres e idosos que não têm como se proteger”.
Segundo Christopher Stokes, porta-voz do grupo internacional de voluntariado Médicos Sem Fronteiras, o Hospital Al-Khindi, de Bagdad, já recebeu 250 civis feridos em bombardeios.





