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terça-feira, 9 de junho de 2026

Preço de legumes sobe até 200% na Capital

26/03/2003 08h23 – Atualizado em 26/03/2003 08h23

Tomates excessivamente maduros ou totalmente verdes, batatas aguadas e cebolas murchas. Essa é a aparência de boa parte dos produtos hortifrutigranjeiros que estão sendo ofertados nos sacolões, feiras e supermercados da Capital, afetados pelo excesso de chuvas registrado nos últimos meses em todo o País. Com o aumento nas precipitações, a produção de hortifrutigranjeiros nacional, principalmente tubérculos, foi amplamente prejudicada. Os reflexos foram perda da qualidade e alta de até 200% nos preços.

O caso mais claro é o do tomate. O consumidor que chegou a pagar menos de R$ 1 pelo quilo do produto, em supermercados e sacolões de Campo Grande, hoje está se deparando com preços que chegam a superar os R$ 3. Segundo os revendedores e donos de supermercados e sacolões, nos últimos dois meses, em função das chuvas e até escassez do produto, a caixa com 22 quilos de tomate pulou de R$ 17, R$ 20 para R$ 50 em Mato Grosso do Sul.

Situação parecida ocorreu com a batata, que aumentou mais de 100% em dois meses. A caixa com 50 quilos do tubérculo, que custava R$ 30, passou a valer R$ 68. Para o consumidor, o quilo pode chegar a R$ 1,99.

Na lista podem ser incluídas ainda a cenoura, a beterraba, a couve-flor, a abobrinha e a vagem.

Segundo fontes do setor, a elevação nos preços dos legumes é considerada normal nos meses de março e abril em função do excesso de chuvas. Contudo, neste ano as precipitações estão mais intensas. “O preço está demorando mais para baixar”, disse ontem o gerente de um sacolão da Capital.

Ele lembra que normalmente no final de abril, os valores dos hortifrutis voltam aos patamares normais. Contudo, neste ano, a previsão indica que os custos só devem se estabilizar a partir de abril.

As frutas também não escaparam dos aumentos. A banana nanica, que podia ser encontrada por menos de R$ 0,50 o quilo nos estabelecimentos, atualmente sai por mais de R$ 1. O mesmo ocorre com a maçã e o mamão.

Escassez

Além da alta nos preços, a “chuvarada” provoca escassez dos produtos nas gôndolas. Segundo o empresário Oiles Martins, do Supermercado Martins, além da queda na qualidade dos legumes e verduras e a majoração dos preços, o setor enfrenta falta de alguns produtos. “Quem tem o produto coloca o preço lá em cima”, frisa. E como o supermercado não pode parar, o empresário é obrigado a repassar o custo ao consumidor.

Com relação à diferença de valores praticados entre alguns supermercados do centro e os estabelecimentos situados em bairros, Martins frisa que isso depende das despesas da empresa e também do tipo de fornecedor.

Martins destaca que, apesar dos reajustes, em sua loja não houve queda na venda dos hortifrutis. A saída para o consumidor neste período de entressafra e quebra na produção é variar o cardápio, adquirindo legumes e verduras que tenham preço mais acessível.

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