21/03/2003 19h45 – Atualizado em 21/03/2003 19h45
Após mais de um ano de entrega ao Centro de Referência Saúde Mulher, o aparelho de densitometria óssea ainda não foi ativado pela Prefeitura. Essa situação foi constatada pessoalmente ontem pelo deputado federal Geraldo Resende (PPS), que visitou o local e logo em seguida ingressou com duas representações junto ao Ministério Público para que o Município coloque em funcionamento esse e outros equipamentos na área de saúde.
Na primeira representação entregue ao promotor Marcos Fernandes Sisti, o deputado propôs que o MP exija da Prefeitura a ativação do aparelho de densitometria óssea e na segunda, cobra a aquisição e ativação de equipamentos para a modernização do PAM e para a implantação do laboratório de análises clínicas, cujos recursos foram liberados pelo Governo do Estado em maio do ano passado.
Na ação, o deputado lembra que o aparelho de densitometria, foi entregue no dia 8 de março de 2003, durante a implantação do Centro de Referência Saúde Mulher, administrado pelo Município. Como o equipamento até hoje não foi ativado, a população “vem sofrendo prejuízos incalculáveis tanto no aspecto da saúde quanto no financeiro, uma vez que o exame, que custa em média R$ 150,00 na rede particular, é essencial para diagnosticar uma doença chamada osteoporose, que atinge principalmente as mulheres na fase da menopausa, cujo tratamento pode garantir-lhes uma melhor qualidade de vida”.
Na segunda representação entregue ao promotor, o deputado lembra que ainda na condição de secretário estadual de Saúde, cargo que ocupou por um ano e cinco meses, viabilizou R$ 130 mil para a compra de equipamentos para o Pronto Atendimento Médico (PAM) de Dourados, muitos dos quais ainda não foram adquiridos, muito embora o dinheiro tenha sido depositado pelo Governo do Estado na conta da Prefeitura no primeiro semestre de 2002.
O recurso abrange dois convênios: um de R$ 56 mil e outro de R$ 119 mil. No primeiro caso, o Estado repassou R$ 50 mil para a Prefeitura e no segundo, R$ 80 mil, sendo que restante deve ser complementado pelo Município. O primeiro convênio foi assinado visando a compra de equipamentos para o PAM propriamente dito, entre eles, três oftalmoscópios, dois otoscópios, audiômetro, impedanciômetro, dois divãs, um aparelho de ECG 12, entre outros. O segundo convênio foi elaborado para a compra de equipamentos para o laboratório do PAM, como microscópio, espectofotômetro, centrífugas, analisador hematológico automatizado, computador, estufa e contador de células digital.
O deputado explicou ainda que antes de ingressar no Ministério Público fez várias interlocuções junto à Prefeitura, utilizando os meios adequados, como, por exemplo, ofícios ao prefeito, indicações e requerimentos na Assembléia Legislativa e matérias na imprensa. “Como, infelizmente, não fomos atendidos, nos restou bater às portas do Ministério Público”, concluiu.




