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terça-feira, 9 de junho de 2026

Animais continuam à solta na MS 395

14/02/2003 15h20 – Atualizado em 14/02/2003 15h20

Apesar do perigo e de insistentes apelos em matérias veiculadas pelo Diário MS, animais continuam soltos nos canteiros da MS 395, que liga Três Lagoas à cidade de Bataguassu.

O sério e grave problema continua ocorrendo, principalmente, nas proximidades da cidade de Brasilândia, precisamente próximo ao reassentamento Porto João André.

Na noite de quinta-feira (13), três cavalos agrupados pastavam à beira da estrada. Os mesmos animais foram vistos, no mesmo local, ainda pastando, por volta das 6h30 de sexta-feira (14).

Motoristas que passaram pela estrada, tanto à noite, como de madrugada, passaram por sérios apuros e risco de segurança, devido à inesperada presença dos animais.

A reclamação é sempre a mesma: “a quem cabe a responsabilidade por tais acontecimentos?…”, perguntava um motorista, ao ser surpreendido pelos cavalos na pista.

No início da semana passada, o experiente motorista do Diário MS, sucursal de Três Lagoas, Pedro Barbosa da Silva, sofreu grave acidente, neste mesmo local. O veículo Ford Fiesta, placas HRG 8709, de propriedade do jornal, com o impacto contra um cavalo, ficou totalmente danificado. O motorista sofreu traumatismo craniano e precisou ser submetido a delicada cirurgia na cabeça. Ele ainda permanece internado no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, em Três Lagoas.

Antes do acidente, envolvendo o motorista do Diário MS, já foram registrados outros casos. Há pouco mais de dois meses, no mesmo local, um acidente resultou até em vítima fatal.

A Polícia Rodoviária do Estado, responsável pela fiscalização da referida estrada, está ciente da gravidade do problema e alega que não tem condições de identificar o proprietário dos animais, soltos na pista.

Segundo o comandante da Base Operacional da PM Rodoviária de Três Lagoas, sub-tenente Brito, é comum os policiais retirarem os animais da pista, quando recebem denúncias. “Mas não temos condições de identificar os proprietários, porque os animais não possuem qualquer tipo de marca”, disse Brito. Segundo ele, “o certo é fazer uma campanha de conscientização com a população local, no sentido de orientar a gravidade da situação, medida que será adotada de imediato”.

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