07/02/2003 08h46 – Atualizado em 07/02/2003 08h46
O vice-primeiro-ministro iraquiano, Tarek Aziz, desmentiu hoje as novas acusações de Washington contra Bagdá e advertiu que o Iraque “rejeitará a agressão” e se converterá em uma “segunda Stalingrado” se for atacado pelos Estados Unidos. “Bagdá rejeita categoricamente as acusações americanas” e nos próximos dias “enviará ao secretário-geral da ONU um desmentido oficial” das mesmas, disse Aziz em uma entrevista que publica hoje o jornal russo “Izvestia”.
O político iraquiano qualificou de “histórias” e “de filme” os novos dados sobre a suposta existência no Iraque de armas de destruição em massa apresentadas na segunda-feira passada no Conselho de Segurança da ONU pelo secretário de Estado americano, Colin Powell. “As imagens captadas pelo satélite apresentadas não provam nada” e “as gravações das conversas telefônicas dos militares iraquianos são uma montagem”, afirmou Aziz.
Destacou que dito material “faz tempo que está em mãos dos inspetores da ONU” que verificam o processo de desarmamento no Iraque, uma missão que por cuja continuação se pronunciaram na sessão do Conselho de Segurança Rússia, França e China. “Os americanos e seus contados aliados se propõem irritar-se com o Iraque. A julgar por tudo, para eles é um assunto já decidido”, disse o alto representante do governo de Bagdá.
Mas advertiu que “o Iraque tem um forte Exército e está pronto para rejeitar a agressão” e “será uma segunda Stalingrado para os invasores americanos e britânicos”. Ao mesmo tempo, lembrou que a Rússia tem no Iraque importantes interesses petroleiros, que poderiam ser afetados pela guerra, e pediu a Moscou que não traia sua tradicional amizade com Bagdá e continue defendendo uma saída política para a atual crise.
Também se manifestou a favor que continuem as inspeções internacionais no Iraque e prometeu a ajuda de seu Governo para esta missão de verificação. “O Iraque abriu todas as portas. O mundo deve convencer-se que não temos armas de destruição em massa”, disse o vice-primeiro -ministro do Governo do presidente iraquiano, Saddam Hussein.
Fonte:Agência EFE





