06/02/2003 08h40 – Atualizado em 06/02/2003 08h40
HOUSTON – A Nasa centra as investigações da tragédia do ônibus espacial Columbia em seus últimos 32 segundos de vôo, descartando que o acidente tenha sido causado por um fragmento desprendido do tanque do foguete propulsor quando a nave iniciava a missão.
Ron Dittermore, diretor do programa dos ônibus espaciais da Nasa, disse que, pouco antes de o Columbia se desintegrar no sábado passado, seu sistema de controle automático tentava estabilizar a velocidade do orbitador ao registrar uma crescente resistência do ar na asa esquerda da nave.
Os dados finais recebidos do ônibus espacial, segundo Dittermore, mostravam que document.write Chr(39)document.write Chr(39)estávamos começando a perder a batalhadocument.write Chr(39)document.write Chr(39), disse ontem em uma entrevista coletiva no Centro Espacial Johnson, em Houston.
O diretor do programa espacial acrescentou que, para determinar o ocorrido, os engenheiros da Nasa intensificaram seus esforços para recuperar os últimos 32 segundos de dados transmitidos pelo Columbia ao controle da missão. document.write Chr(39)document.write Chr(39)Talvez esses 32 segundos nos ajudem a entenderdocument.write Chr(39)document.write Chr(39), disse Dittermore.
O Columbia se desintegrou após entrar na atmosfera terrestre sobre o território dos EUA e quando tinha iniciado seu vôo de aproximação ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida, concluindo uma missão científica de 16 dias.
A desintegração teria começado sobre a Califórnia, onde especialistas da Nasa tentam analisar fragmentos da nave encontrados nesse estado.
Dittermore disse que os últimos sinais do Columbia não puderam ser processados pelo controle da missão em Houston devido à má qualidade da transmissão.
O mistério desses 32 segundos poderiam estar numa gravação feita por uma estação de rastreamento no campo de teste de mísseis de White Sands, no estado do Novo México.
No entanto, especialistas dessas instalações disseram que não sabem se poderão processá-la porque os sinais também sofreram interferência com o calor extremo gerado pelo atrito da reentrada da nave na atmosfera.
A investigação tomou um novo rumo depois que a Nasa descartou a teoria de que a origem da tragédia foi um pedaço de material isolante que se desprendeu do tanque externo do foguete no momento da decolagem. document.write Chr(39)document.write Chr(39)Tem que haver outra razão. Para nós não tem sentido que esse pedaço tenha sido a causa principal da perda do Columbia e de sua tripulaçãodocument.write Chr(39)document.write Chr(39), disse Dittermore.
Essa teoria ganhou força quando a Nasa difundiu imagens captadas em vídeo depois do lançamento, no dia 16 de janeiro, que mostram o desprendimento de um pedaço de espuma isolante e sua desintegração depois de se chocar contra a parte inferior da nave.
Dittermore insistiu que o pedaço de espuma, com um diâmetro de cerca de 60 centímetros e de pouco mais de um quilo, não tinha peso suficiente nem se deslocava a uma velocidade que pudesse danificar as cerâmicas de proteção térmica da nave. document.write Chr(39)document.write Chr(39)Estamos enfocando nossa atenção no que não vimos. Achamos que há algo mais. Tem que haver outra razãodocument.write Chr(39)document.write Chr(39), disse.
Enquanto o Columbia realizava sua missão em órbita, os engenheiros da Nasa analisaram os possíveis danos que o fragmento poderia ter causado nas placas da parte inferior da nave e determinaram que este era mínimo e não representava um risco para o Columbia ou sua tripulação, afirmou Dittermore na segunda-feira.
O diretor de programas dos ônibus espaciais também descartou a idéia de que o desprendimento do tanque externo tenha sido de um pedaço de gelo, cujo maior peso poderia ter tido um poder mais destrutivo que a espuma isolante. document.write Chr(39)document.write Chr(39)Não acho que tenha sido isso. Não acho que se trate de um pedaço de gelo. Foi outra coisadocument.write Chr(39)document.write Chr(39), insistiu.
Dittermore disse que já foram encontrados mais de 12 mil fragmentos da nave, mas que, por enquanto, nenhum deles está sendo determinante na investigação.
Fonte: Agência EFE





