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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Campo-grandense diz ter sido vítima de Farah

06/02/2003 13h31 – Atualizado em 06/02/2003 13h31

A campo-grandense R.A., profissional liberal, diz ter sido uma das vítimas do cirurgião plástico Farah Jorge Farah, que confessou ter assassinado e esquartejado sua ex-namorada Maria do Carmo Alves, no dia 24 de janeiro, em São Paulo. R.A. vai procurar a polícia paulista para denunciar os crimes de assédio sexual e negligência médica. Ela teria depoimento marcado para amanhã de manhã.

Ela não quer ter o nome divulgado para preservar sua identidade. R.A. conta que há 13 anos recorreu ao médico, indicado por uma amiga, para fazer uma cirurgia de redução dos seios. Depois de ter sido sedada, ela teria sofrido abuso sexual. “Lembro dele me beijando e tocando em partes do meu corpo… Uma sensação horrível… Depois disso não vi mais nada”. “Quando acordei, fiquei sem reação… Não sabia o que fazer, não estava nem na minha cidade”, diz.

Quando voltou para Campo Grande, R.A. procurou um médico “porque sentia dores insuportáveis”. “Minha irmã chegou a ligar para o Farah para falar das dores e ele disse que era normal, que o pós-operatório da cirurgia nos seios era realmente muito doloroso”. O médico campo-grandense constatou que R.A. entrava num processo de infecção. “Os pontos estavam dilatados.”

Para conter a infecção, ela teve que retirar tecido do braço para fazer um enxerto no seio esquerdo, o mais afetado. “O médico tentou reverter a situação com tratamento a base de antibióticos, mas não deu certo, eles não faziam mais efeito. Foi necessária a intervenção cirúrgica.”

R.A. ficou cerca de um mês sem poder trabalhar. “Minha irmã trocava os curativos, cuidava de mim… Ela dizia que era difícil entrar no meu quarto por causa do cheiro…”. Quanto ao crime de abuso sexual, conforme ela contou, poucas pessoas acreditaram. “Só tive o apoio da minha família, os amigos, médicos e advogados não acreditavam. Eles diziam que eu devia estar sonhando, já que estava sedada e não poderia ter visto nada”. R.A. prossegue: “Não tinha condições de largar meu trabalho para procurar ex-pacientes dele que me ajudassem na denúncia”, lamenta.

R.A. espera justiça. “Hoje, ele está pagando por um crime que cometeu com a Maria do Carmo, mas quero que ele pague ainda pelos crimes que cometeu comigo, de negligência e assédio”. Ela conta sua reação quando ficou sabendo da história. “Meu filho me disse document.write Chr(39)mãe, você acredita que tem um médico que esquartejou uma mulher?document.write Chr(39) Disse para ele que era um absurdo alguém capaz de um crime bárbaro desses ter um diploma. Ele falou document.write Chr(39)mãe, vai lá ver, tá na TVdocument.write Chr(39). Quando eu vi, fiquei em estado de choque por vários dias. Aquele drama que passei há 13 anos voltou na minha cabeça. Tive que reviver tudo”.

Fonte: Campo Grande News

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