06/02/2003 14h31 – Atualizado em 06/02/2003 14h31
Problemas estruturais, como frestas em paredes, muros, calçadas e vazamentos, colaboram para o estabelecimento das colônias, assim como a oferta de alimento (comer bolacha vendo TV, deixar louça suja acumulada na pia, não fechar corretamente os alimentos ou lixo acondicionado de forma inadequada). Tudo isso deve ser evitado diante de uma infestação por formiga ou mesmo para prevenir tal infestação. As formigas encontram com muita eficiência qualquer alimento que lhes seja atrativo, pois as operárias, que têm a função de procurar alimento, quando o encontram, comunicam rapidamente às outras operárias, recrutando-as e levando a comida para dentro da colônia.
Nem todas as espécies de formigas fazem seus ninhos no solo, em quintais e jardins. Muitas espécies de formigas urbanas nem sequer têm um ninho na área externa. Estes, na maioria das vezes, encontram-se atrás de azulejos, dentro de batentes de portas e janelas e até mesmo dentro de aparelhos eletrônicos. Espécies como formigas lava-pés costumam fazer seus ninhos fora de casa e adentrá-la para buscar alimento. Ana Eugênia afirma que a melhor prevenção é evitar a oferta de alimento e corrigir as falhas estruturais. Caso o problema já esteja instalado, a utilização de iscas inseticidas pode funcionar, desde que a isca seja atrativa para a espécie de formiga infestante. Colocar cravo-da-índia, casca de tangerina, folha de louro ou salsa em gavetas e dentro de açucareiros repele a formiga do local, mas não as controla.
O importante é trocar os repelentes a cada duas semanas. A pesquisadora lembra, ainda, que as formigas podem ser enviadas para o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Vegetal (Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1.252, CEP 04014-002, São Paulo/SP), em frascos com álcool, para serem identificadas, para um controle mais efetivo. O preço por amostra é de R$ 26,00.
Fonte: O Estado de São Paulo





