06/02/2003 16h43 – Atualizado em 06/02/2003 16h43
No mês passado, um e-mail circulou o mundo pedindo para as pessoas que se opõem a uma ação militar no Iraque acrescentarem seus nomes e cidades à lista contida na mensagem antes de retransmitirem a petição a amigos e conhecidos.
A cada vez que 600 “assinaturas” são recolhidas, os organizadores da petição, conhecida como “Petição Internacional pela Paz”, dizem que encaminharão a mensagem de oposição à guerra ao UNIC (Centro de Informações das Nações Unidas), em Washington.
Com a ameaça de uma guerra agora cada vez mais iminente, petições por e-mail como essa são exemplos primordiais da forma pela qual a web emergiu como ferramenta para os defensores da paz que desejam angariar apoio e opiniões de pessoas simpáticas a sua causa.
Mas usar a web para difundir esse apelo tem lá seus inconvenientes. Mensagens eletrônicas são muitas vezes ignoradas pelos destinatários. Podem expor os usuários a vírus de computador e a um dilúvio de mensagens comerciais não solicitadas (conhecidas como “spam”).
A petição endereçada às Nações Unidas provavelmente não terá muito impacto porque a UNIC, nesse caso, apaga rotineiramente as mensagens que recebe por esse meio sem pensar duas vezes, diz um porta-voz.
Ativismo eletrônico
Mesmo assim, a facilidade envolvida em recolher milhares de e-mails com um simples apertar de botão é um sonho para as pessoas que defendem várias causas.
Os defensores dessas técnicas dizem ter obtido imenso sucesso usando um arsenal de sites na web, mensagens de e-mail e listas de discussão para mobilizar rapidamente os interessados em participar de comícios.
A International Answer, uma coalizão de grupos opostos à guerra (www.internationalanswer.org), credita a comunicação via internet pelo sucesso do protesto de 18 de janeiro, quando manifestações numerosas foram realizadas em 30 países, entre os quais Egito, Rússia, Alemanha e Estados Unidos.
Porém, se executadas indevidamente, as petições por e-mail podem derrubar os computadores nos quais um site é executado e através dos quais fluem as mensagens, impedindo que o destinatário receba o e-mail.
“É uma nova forma de comunicação. A etiqueta precisa ser definida”, disse Richard Sanders, coordenador da COAT (Coalition to Oppose the Arms Trade), fundada em 1988 para combater a venda de armas no Canadá.
Fonte: Reuters





