06/02/2003 17h22 – Atualizado em 06/02/2003 17h22
As vagas de estacionamento de bicicletas, em locais específicos, nas ruas do centro comercial de Três Lagoas, estão a cada dia mais disputadas.
Exemplo dessa realidade, para a qual as autoridades competentes não se prepararam devidamente, está na calçada da esquina da rua Elmano Soares com a rua Paranaíba. Com as recentes reformas do prédio da Caixa Econômica Federal, o banco providenciou estacionamento apropriado para mais de 70 bicicletas. No entanto, esse número está sendo insuficiente, fazendo com que os ciclistas procurem soluções alternativas, usando postes de iluminação e de sinalização e até o tronco das árvores, nas calçadas. Esse comportamento tem provocado problemas de circulação de pedestres, segundo o Diário MS, sucursal de Três Lagoas, já registrou, por diversas vezes.
Para evitar os constantes furtos, as bicicletas são trancadas a cadeado e correntes de aço. Mesmo com essa precaução, ainda existem casos de furto, em que o dono ficou sem a bicicleta, apesar de trancada a cadeado.
Como não existe nenhum controle de registro de propriedade, a não ser a nota fiscal de compra, a semelhança de cores e marcas está facilitando o furto e a receptação. Com uma simples alteração da pintura original ou até substituição de algum pequeno acessório, fica difícil ao proprietário reconhecer que a sua bicicleta está sendo usada por outra pessoa.
Maioria das pessoas, que já foi vítima de furto de bicicleta, sequer registra o fato nos dois Distritos Policiais da cidade. Apesar do Boletim de Ocorrência abrir perspectivas de futura e possível recuperação da bicicleta, maioria das pessoas acha que não vale a pena deslocar-se até o DP para essa importante providência.
Em dezembro, passaram a circular mais de 500 novas bicicletas
No final do ano, no mais forte mês de vendas, que é dezembro, mais de 500 novas bicicletas passaram a circular pelas ruas da cidade. A estimativa é resultado de informações, colhidas junto às duas oficinas credenciadas para montagem e ajustes mecânicos. Na compra de uma nova bicicleta, o proprietário é orientado a dirigir-se a uma dessas duas oficinas para revisão inicial, como ajuste dos freios e colocação de alguns acessórios de fábrica.
Se, por questão de preferência de cor ou de marca, a loja revendedora não possuir um exemplar já montado, cabe também à oficina a devida montagem e ajuste. Cada uma das oficinas é credenciada a dar assistência técnica gratuita, durante o período da garantia, especificada na compra.
Na Real Bicicletas, por exemplo, passaram pela oficina mais de 200 novas bicicletas. Esse número passou para pouco mais de 50, no mês de janeiro. Neste mês, até esta quinta-feira (6), a loja montou e revisou somente 10 novas bicicletas.
Também existem compradores que ajustam suas bicicletas, por conta própria, devido à pressa que têm de usá-las como transporte.
Não existem dados precisos do número de bicicletas que rodam diariamente pelas ruas da cidade. Mas estima-se que esse número é mais de três vezes superior à frota de veículos automotores, que é de 30 mil.




