05/02/2003 13h07 – Atualizado em 05/02/2003 13h07
As agências humanitárias com sede em Genebra acreditam que milhares de pessoas devem deixar o Iraque e ir para os países vizinhos, no caso de guerra com os Estados Unidos, e temem não ter condições de atender as necessidades desses possíveis refugiados.
Segundo estimativas do Acnur (Alto Comissionado das Nações Unidas para os Refugiados), o número de iraquianos que deixarão o país pode chegar a 600 mil.
“Mas isso não significa que seja o número de pessoas que esperamos, já que reina a maior incerteza em torno da amplitude geográfica do conflito e sua duração. Também pode haver dezenas de milhares de refugiados”, declarou um porta-voz do Acnur, Rupert Colville.
Segundo o porta-voz, um grande número de pessoas pode, como ocorreu na Guerra do Golfo (1991), buscar refúgio no Irã, que possui a maior fronteira com o Iraque, mas tudo depende da natureza do conflito.
“Fixar um número que sirva ao planejamento é indispensável para se prever um dispositivo de socorro”, disse Colville, citando como exemplo o número de barracas que devem ser enviadas.
“Ainda não estamos prontos para atender 600 mil pessoas”, declarou Colville, acrescentando que o Acnur já gastou US$ 19 milhões que foram emprestados por um fundo especial criado pela ONU para esse tipo de situação.
Cerca de 140 funcionários do Acnur, lotados em outras áreas de conflito, estão preparados para serem deslocados para a região se começar a guerra.
O Programa Alimentar Mundial começou a estocar alimentos na Turquia, Irã, Jordânia e Síria suficientes para ajudar 900 mil pessoas durante três meses, declarou a porta-voz da entidade, Christiane Berthiaume.
Já a Cruz Vermelha Internacional anunciou que pode atender numa primeira fase 100 mil pessoas dentro do Iraque no caso de um conflito militar, fornecendo alimentos e outros bens, disse hoje o presidente do organismo, Jakob Kellenberger.
“Esse número pode chegar, segundo nossas previsões, a 400 mil pessoas”, disse Kellenberger numa entrevista ao jornal suíço “Le Temps”.
Fonte:France Presse






