04/02/2003 16h48 – Atualizado em 04/02/2003 16h48
O Exército britânico começa nesta semana a embarcar tanques para uma possível guerra no Iraque, disseram fontes militares e navais hoje.
O deslocamento, confirmado pelo Ministério da Defesa, indica que os britânicos terão uma considerável força terrestre no Oriente Médio pronta para entrar em combate até meados de março -o que fornece uma pista para a possível data dos combates.
As fontes disseram que os tanques Challenger 2, os blindados Warrior e as metralhadoras estão sendo embarcados em mais de 20 navios comerciais no porto de Emden, no noroeste da Alemanha. Anteriormente, o equipamento estava em bases do país. A viagem deve durar entre duas e quatro semanas.
Os equipamentos da 7ª Brigada Blindada, os “Ratos do Deserto”, formam a espinha dorsal da contribuição britânica às forças terrestres de uma eventual guerra -no total, serão 35 mil homens, incluindo os marinheiros.
“Certamente estarão embarcando elementos (da 7ª Brigada) até o final desta semana”, disse um porta-voz da Marinha britânica.
Uma funcionária do Exército afirmou que o embarque foi retardado porque os navios ainda não estavam prontos para receber a carga.
“Essa é a segunda leva de navios que vai descarregar no Kuait”, disse uma fonte da marinha mercante próxima às operações do Ministério da Defesa.
Muitos analistas dizem que a fase terrestre do conflito contra o Iraque só pode começar a partir de março, depois da fase de bombardeios aéreos. Os Estados Unidos já têm mais de 150 mil soldados na região, esperando uma guerra a partir do final deste mês.
O major Charles Heyman, editor da revista Janedocument.write Chr(39)s World Armies, disse que o desembarque do equipamento e seu deslocamento até o norte do Kuait levarão tempo, e por isso uma ofensiva sobre Bagdá só deve ser esperada para meados de março.
Ele também notou que várias unidades britânicas provavelmente nunca trabalharam no deserto, e isso pode trazer problemas. Os britânicos pretendem usar também 120 tanques e 150 veículos de combate Warrior no possível conflito.
Fonte: Reuters






