04/02/2003 17h28 – Atualizado em 04/02/2003 17h28
O empresário José Paulo Rimoli, proprietário da gráfica que leva seu nome, detentora dos conhecidos formulários contínuos Rimoli, em conversa com a reportagem do Diário MS, na manhã desta terça-feira (4), lembrou que Três Lagoas precisa conscientizar-se de que está caminhando rumo ao progresso e desenvolvimento industrial.
Rimoli comparou a história da progressista cidade de Campinas (SP) ao processo de crescimento pelo qual está passando Três Lagoas. Ele viveu em Campinas, na década de 1950, quando a cidade começou a despertar para o desenvolvimento industrial.
“Naquela época, muitos achavam até absurdas as medidas adotadas pelo então prefeito, que possuía visão futurista de desenvolvimento. Eu me lembro que, ao decidir construir um anel viário para tirar a Via Anhanguera do centro, maioria achava que Campinas iria morrer com isso”, lembrou Rimoli.
“Observando as devidas proporções, estamos passando por uma situação idêntica de crescimento. Há necessidade de nos prepararmos para a vinda de indústrias de porte e para o progresso que está chegando”, advertiu o empresário.
Segundo ele, a cidade carece de um planejamento e de obras estruturais ousadas, que acabem de vez com problemas crônicos, como enchentes que ocasionam transtornos incalculáveis à população. “De nada adiantam pequenas obras aqui e ali, se não houver um planejamento de empreendimentos que tragam resultados para o futuro para o qual inevitavelmente caminhamos”, disse Rimoli.
PRETENSÕES POLÍTICAS
Ao ser questionado sobre a possibilidade do seu nome ser levado à convenção partidária, como pré-candidato a prefeito, Rímoli assegurou que não possui essa “pretensão política”. Seu nome foi citado em matéria, veiculada no Diário MS, na edição do dia 28 de janeiro, sob o título “Três Lagoas já especula sucessão a municipal”. O nome do empresário foi um dos mais aplaudidos pelos leitores da matéria.
“Agradeço porque lembraram meu nome e porque confiam em mim. Gosto da cidade e aqui vivo há mais de 40 anos. Mas nunca pensei sobre essa possibilidade e nem sei se teria competência para ser prefeito”, manifestou Rimoli.
Segundo ele, existem profundas diferenças entre administrar uma empresa e administrar uma prefeitura. “O empresário tem pressa em realizar seus projetos. Na administração pública, a coisa é mais lenta e cheia de trâmites burocráticos”, observou o empresário, ao justificar seu posicionamento.
“Carrego muitas idéias, que poderia ser úteis para a minha cidade, porque participo da vida da comunidade há mais de 40 anos, mas não sei se teria jeito para ser prefeito”, disse ele.
“No entanto, não sou homem de fugir da raia, porque não me nego a colaborar para o desenvolvimento de Três Lagoas. Só não entro onde acho que não tenho competência para isso”, completou Rimoli, ao lembrar sua participação no Rotary Clube, na Maçonaria, na Associação Comercial e, principalmente, no Senai.





