03/02/2003 13h00 – Atualizado em 03/02/2003 13h00
Os parlamentares do PT – senador Delcídio do Amaral Gómez e os deputados federais Antônio Carlos Biffi, João Grandão e Vander Loubet – assumiram seus mandatos no sábado afirmando que vão trabalhar em Brasília para ajudar o governador Zeca do PT a formar um bloco que represente os interesses de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. “Se conseguirmos unir os representantes políticos, teremos mais peso para defender e interferir nos assuntos relacionados a toda a região Centro-Oeste”, disse o deputado Vander Loubet. Questões como o Fundo de Participação dos Estados (FPE), Lei Kandir, projetos voltados para o desenvolvimento econômico da região e as reformas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende realizar deverão ser discutidas em conjunto.
O bloco do Centro-Oeste já vinha sendo articulado pelo governador Zeca do PT com o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS). Deverão ser convidados também a participar de novas reuniões, segundo Vander Loubet, os governadores de Goiás e do Distrito Federal, respectivamente Marconi Perillo (PSDB) e Joaquim Roriz (PMDB). Além dos quatro governadores, o bloco ou a bancada do Centro-Oeste, com um perfil suprapartidário, contaria com a presença de 44 parlamentares – 32 deputados e 12 senadores -, um peso político suficientemente forte para lutar por mudanças que atendam as reivindicações comuns à população da região. “As reuniões entre o governador Zeca e Blairo Maggi representaram o embrião. Agora precisamos unir as bancadas”, afirma Loubet.
O senador Delcídio do Amaral, que está estreando na política como primeiro senador eleito pelo PT de Mato Grosso do Sul e é um dos entusiastas do bloco, promete centralizar sua atuação em projetos que ajudem a mudar o perfil econômico do Estado, priorizando a geração de empregos e a criação de uma rede de infra-estrutura que atraia mais investimentos voltados para os agronegócios, turismo e indústria. “Vamos trabalhar também para fortalecer o propósito do presidente Lula de realizar as reformas”, afirma o senador.
Entre os parlamentares há uma espécie de consenso sobre a necessidade de discutir, em primeiro lugar, a reforma da Previdência, seguida da tributária e política. Para Estados como Mato Grosso do Sul, um dos grandes desafios, segundo o deputado Vander Loubet, é encontrar uma proposta que resulte no equilíbrio entre a arrecadação e os gastos com a folha de pagamento de aposentados e pensionistas. O Estado gasta com aposentadorias cerca de 13% do que arrecada.
Tanto Vander como Delcídio acham, no entanto, que o modelo de previdência a ser adotado surgirá com o debate que será travado no Congresso assim que o País tomar conhecimento dos pontos básicos que constarão na proposta a ser apresentada pelo presidente Lula.
Fonte: MS Notícias





