27/01/2003 13h12 – Atualizado em 27/01/2003 13h12
Um dos maiores projetos do Governo de Blairo Maggi, garantir a inclusão digital da maioria dos mato-grossenses, está sendo implementado pelo Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat). O início de um grande programa de inclusão digital começa pela instalação de dez computadores no mesmo prédio, na praça Ipiranga, em Cuiabá, onde está o projeto “Ganha Tempo”, que é a centralização dos serviços públicos para facilitar a vida dos cidadãos.
“Só está faltando colocar ar-condicionado para ser aberto ao público”, disse Sérgio Cintra, assessor especial da presidência do Cepromat, garantindo que haverá acesso grátis à Internet ainda este ano. Segundo ele, falar de inclusão digital é o mesmo que trabalhar no combate à exclusão social dos mato-grossenses.
Dentro do mesmo programa de inclusão digital está a Infovia do Estado, uma rede na Internet que já tem a primeira fase concluída e está implantando a segunda fase. “São três fases de implantação, no total. Mas, como a Internet, não tem fim o plano de expansão. Sempre existem novas tecnologias a serem adaptadas”, disse o gerente da Unidade de Atendimento ao Cliente do Cepromat, Luciano Luiz Bigatão.
Na primeira fase da Infovia, a rede do Centro Político Administrativo foi interligada e todos os órgãos estaduais passaram a trocar documentos on-line. Na segunda etapa do projeto, o Cepromat está viabilizando a entrada na rede das secretarias localizadas no Centro de Cuiabá. Será a “metropolização” da rede. “Mas, nosso trabalho não é só com o Governo Estadual, a segunda fase da Infovia integra também a Prefeitura da Capital”, explicou Bigatão.
O trabalho do Cepromat nas esferas municipal e federal se concretiza com a terceira etapa da Infovia, que deve interligar pela rede de computadores todo o Interior de Mato Grosso, por meio de seis pólos regionais no Interior: Alta Floresta, Sinop, Tangará da Serra, Cáceres, Rondonópolis e Barra do Garças.
Um exemplo da terceira fase da Infovia/MT é a informatização de delegacias, cadeias e escolas, ou seja, de todos os serviços públicos. “E a intenção nessa etapa é fazer parcerias com empresários. Nós entramos com a gestão e eles com recursos”, disse Sérgio Cintra.
Segundo ele, hoje a parceria com empresários já acontece. Um exemplo é o Congresso da União Nacional dos Estudantes (Une), marcado para maio em Cáceres: a Brasil Telecom entra com equipamentos e o Cepromat, com profissionais para viabilizar teleconferências e o acesso à Internet de graça para os estudantes.
Todo o Estado ligado à rede de computadores do Cepromat significa segurança e economia. Economicamente, os computadores interligados podem usar a infra-estrutura do Cepromat para o armazenamento de informações. “Hoje, nós não usamos nem 2% da capacidade de armazenamento de nossos aparelhos”, disse o gerente de Operações do órgão, Luiz da Silva Neto.
Em relação à segurança, Sérgio Cintra revelou que o Cepromat dispõe de segurança externa 24 horas por dia”, disse Cintra.
Há 23 anos operando, o Cepromat nunca teve problemas de vírus na rede ou mesmo invasão de hakers (piratas). Essa segurança também o órgão pode oferecer, além de garantir que não haja falhas no sistema, porque existe um amplo programa de proteção interna com no-breaks – que coloca outros computadores à disposição caso falhe o que está em funcionamento.
Fonte: Secom/Governo




