17/01/2003 13h21 – Atualizado em 17/01/2003 13h21
É cada vez mais comum o atendimento feito pelo Centro Integrado de Vigilância Toxicológica (Civitox) a crianças. A afirmação é do coordenador Delcy Lima de Oliveira. Em 2002 foram 61 casos de intoxicação infantil. Para reverter a estatística, profissionais do Centro estão praça Ary Coelho até as 17 horas, conscientizando a população sobre os perigos causados por produtos de limpeza, inseticidas, cosméticos e, principalmente, medicamentos.
No local estão sendo distribuídos cinco mil folders com enfoque na prevenção. Em dezembro passado, uma criança de quatro anos morreu ao ingerir 23 cápsulas de Gardenal (remédio utilizado no tratamento de disritmias cerebrais). O acidente aconteceu pelo fato de o medicamento não estar guardado em local adequado. Assim como medicamentos, os pais devem estar atentos e guardar produtos tóxicos fora do alcance das crianças.
Outra orientação é para que pessoas que tenham plantas em casa liguem para o Civitox (1770 ou 386-8655, plantão 24 horas) para que sejam esclarecidas dúvidas sobre variedades venenosas. A seiva da “coroa de cristo”, por exemplo, pode causar cegueira. Já a “mandioca brava” leva à morte.
Na semana passada, três irmãos com idade entre 3 e 8 anos, ingeriram folhas de planta tóxica. A mãe levou-os ao posto de saúde, que encaminhou as vítimas ao Hospital Regional, onde funciona o Civitox. Devido ao rápido atendimento, as crianças se recuperaram e já receberam alta.
Fonte: Apn





