16/01/2003 14h25 – Atualizado em 16/01/2003 14h25
Os tons de chamada dos celulares, aquelas músicas ouvidas quando o celular recebe uma ligação, podem se tornar uma máquina de dinheiro para a indústria fonográfica, segundo um estudo do grupo britânico Informa Media.
Segundo o estudo, os autores e compositores ganharam US$ 71 milhões em royalties com as músicas que estão nos celulares em 2002, 58% a mais se comparado com o ano anterior. Como a arrecadação de royalties representa apenas entre 10% e 15% de todo o montante movimentado por esses serviços, a Informa calcula que esse mercado deva faturar cerca de US$ 1 bilhão — dividido entre operadoras, marcas e artistas.
Simon Dyson, analista da Informa, disse que as vendas de discos originais de música caíram durante dois anos consecutivos e devem continuar caindo em 2003, prejudicadas pelo aumento da pirataria e com a chegada dos gravadores de CDs.
Os críticos culpam as cinco gigantes do setor fonográfico, a Vivendi Universal, a Sony, a AOL Time Warner, a EMI e a BMG, por não conseguirem satisfazer a demanda crescente dos consumidores que querem fazer download de músicas na internet e ouvi-las no computador ou em aparelhos portáteis.
Mas os tons de chamadas para os celulares são uma história completamente diferente. Eles começaram como promoção para os novos álbuns, uma curiosidade que oferecia versões de baixa fidelidade dos novos singles para sites na internet e operadoras de telefonia móvel.
Apesar da qualidade do som ser ruim, o hábito de personalizar o toque do celular de acordo com a música favorita do usuário vem crescendo com uma velocidade surpreendente.
Agora os álbuns podem conceder os direitos autorais para as operadoras de celulares e sites na internet para que as músicas fiquem disponíveis como tons de chamada.
A Informa disse que os custos variam em cada país, por exemplo a maior operadora de celular na Rússia, a MTS, cobra US$ 0,30 por download, enquanto a Vodafone, na Austrália, cobra US$ 1,83.
Fonte: Reuters





