15/01/2003 08h38 – Atualizado em 15/01/2003 08h38
A expectativa é de comoção e clima de revolta durante o sepultamento do líder indígena Marcos Veron, marcado para logo mais, às 10h, na cidade de Jupi, no Mato Grosso do Sul. Veron foi assassinado na última segunda-feira. Embora o caso não tenha sido esclarecido pela Polícia Civil, já foi liberado laudo confirmando o traumatismo craniano como causa da morte.
O corpo da vítima permaneceu sendo velado próximo ao rio Dourados, às margens da rodovia MS-156, entre Dourados e Caarapó, no Mato Grosso do Sul.
A família de Veron promete dar continuidade às investidas para retomar as terras, onde, segundo eles, fica a aldeia Taquara – atualmente o local é ocupado pela Fazenda Brasília do Sul. Foi nessa região que Veron foi espancado, na madrugada de segunda-feira. Ele morreu horas mais tarde, quando estava sendo atendido no Hospital Evangélico de Dourados. Além dele, ficou ferido seu sobrinho, Reginaldo Veron, 14 anos.
Os indígenas haviam entrado na fazenda, que conta com 9,7 mil hectares, no sábado. Eles acusam jagunços da propriedade rural de serem os autores do homicídio. O gerente da fazenda, Nivaldo Alves de Oliveira, nega qualquer violência.
Marcos Veron era tido entre a comunidade indígena como um líder de expressão, na defesa dos direitos dos guarani-caiuá. Em prol de sua tribo, Veron havia viajado e feito denúncias em vários países, como Itália, Irlanda e Inglaterra.
Fonte: JB Online





